segunda-feira, julho 16, 2012

Brasil

Estamos aqui! Já está quase na hora de voltar...o coração já fica apertado mas sempre fica a certeza de que as pessoas que amamos torcem por nós onde quer que estejamos.
Tivemos dias incríveis, vimos muitas pessoas queridas, passeamos, fomos em um casamento especial, teve festa de aniversário dos meus amores.
O friozinho chegou esse fim de semana. Tá na hora de curtir o verão lá no Canadá, antes que ele acabe!

As primas e suas "filhas" e Vitor no cavalinho

sábado, janeiro 21, 2012

Leis do trânsito

Aqui no Canadá, perto das escolas, em regiões onde o limite de velocidade é maior do que 40km/h, existem placas amarelas fluorescentes que mostram que ali é uma área escolar e que quando as luzes estiverem piscando, a sua velocidade não deve exceder esse limite. Todo mundo (ou pelo menos a maioria) respeita!
Além disso, somos obrigados a parar quando os famosos ônibus amarelos estiverem parados com as luzes piscando e uma plaquinha STOP que aparece na lateral do carro estiver acionada, não importando se estamos na mesma direção ou em sentido contrário a ele, pois isso significa que estudantes estão subindo ou descendo do ônibus. Todo mundo para!
Obviamente os estudantes tem total preferência mas para garantir que a travessia deles seja a mais segura possível, existem os chamados "crossing guards" nos arredores das escolas, que param o trânsito e autorizam os alunos a atravessarem a rua sem riscos.
Na escola da Olívia os "crossing guards" sao dois "senhorzinhos" fofos que levam o trabalho a sério além de demonstrarem muito amor pelo que fazem. Estão sempre arrumadinhos (um inclusive vai de gravata) e cumprimentam as pessoas que passam, inclusive acenam para quem passa de carro. Um deles vai de bicicleta, chova ou faça sol. Ele para a bike dele numa árvore bem perto do local de trabalho dele. Acho isso uma graça.
Ontem nevou bastante por aqui bem na hora de levar Olívia na escola e eu mal conseguia vê-los, mas estavam lá, firmes e fortes, trabalhando naquele frio. Eu comentei com Olívia sobre a importância deles e que tive dó de estarem debaixo daquela neve toda. Na hora de ir buscá-la, tinha parado de nevar e o sol tinha saido, e ela ficou aliviada de ver que ja não estava tao ruim trabalhar lá fora. Estava (bem) frio "apenas" . Hoje lá estavam eles de novo e guess what??? Um deles removia a neve da calçada com uma pá, oferecendo segurança e evitando quedas. Todo mundo agradece!
Esse é o Canadá! Pequenos gestos que fazem grande diferença!

terça-feira, novembro 08, 2011

Tudo novo, de novo

Dessa vez a mudança foi fácil, perto do que já encaramos há dois anos, quando saímos do Brasil, de mala e cuia, e muita esperança. Dessa vez só trocamos de cidade, mudamos pra pertinho, 20 minutinhos de carro, porta a porta. Dessa vez foi jogo rápido, muitas caixas, muitos amigos pra ajudar e um caminhão enorme cheio de coisas. E como juntamos coisas...Pior foi perceber que minha casa estava encaixotada e funcionando muito bem, ou seja, 2/3 do que eu tenho só servem de enfeite... E então faz dez dias que estamos aqui na casa nova e tudo está na mais perfeita ordem, apesar da desordem de caixas e mais caixas por todo lado. Olívia já está na escola, dessa vez pública e católica, e adora! Fala cada vez mais inglês e nós insistimos (e insistiremos) no português dentro de casa. Vítor já se sente em casa, sobe e desce escada, corre pra lá e pra cá e da uma canseira tentando desbravar o novo território. Eu adoro o sosseguinho daqui, ruas calmas, pouca gente, tudo perto. Mississauga estará sempre em meu coração, afinal, foi a cidade que nos acolheu, foi onde nosso pequeno nasceu, foi onde nossa história no Canadá começou. Mudar dá muito trabalho, mas é tão bom...da uma sensação de renovação, de novas energias. Estamos felizes por mais essa etapa vencida, por mais essa conquista. Tudo valeu a pena até aqui!

segunda-feira, setembro 12, 2011

Happy Eid

Que o Canadá é um país mutlicultural, todo mundo sabe. Com isso a gente acaba aprendendo um pouco sobre a cultura de povos tão diferentes de nós. Mês passado foi comemoração do Ramadã que é um mês onde os mucúlmanos praticam o jejum do nascer ao por do sol, visando renovar a fé e praticar a caridade, farternidade e os valores familiares. Eu mesma trabalhei com uma paquistanesa e ela passava o dia a base de água e oração e só comia no fim da tarde (ou a noite já que aqui no verão o sol se põe pos volta de nove da noite). O que eu achei curioso, entretanto, foi que um dia deses a Olívia voltou pra casa da escola com uma sacolinha cheia de pulseira, e estava escrito Happy Eid. Eu corri no Google pra procurar o significado daquilo e descobri que é o banquete do término do jejum, quando o mês do Ramadã de encerra e outro mês começa, quando a lua nova é avistada no céu. A palavra significa festividade e eles trocam presentes, celebram, fazem grande refeições em família,algo como o nosso Natal. Achei super legal saber um pouco mais sobre a religião e os costumes desse povo, que está em toda parte aqui no Canadá. E viva a diversidade!

segunda-feira, setembro 05, 2011

Festivais de verão

Não é novidade pra ninguém que o verão é vivido intensamente por aqui. Os dias são longos e quentes e existem mil atividades pra todos os bolsos e idades. Parques, piscinas públicas, splash pads, picnics e muitos festivais organizados pelas prefeituras das cidades. Esse último fim de semana marca o fim das férias de verão já que as aulas recomeçam amanhã e nós aproveitamos pra curtir também. O tempo já não estava tão de verão assim, mas estava ideal, meio nublado sem aquele solzão, com um pouco de chuva. Então começamos com a Ribfest de Burlington. Estava uma delícia, cheio de gente, muita comida boa, shows, atrações para crianças, num clima super familiar. O que chamou a nossa atenção foram as barracas de reciclagem espalhadas pelo parque, onde voluntários recebem as bandejas de papelão e os copos e latas que os frequentadores da festa consomem e levam até essas tendas para serem recicladas. Outra coisa que achamos muito legal foram as "Hand sanitizer stations" que são pias portáteis, com sabonete e papel para que possamos lavar as mãos depois de nos deliciarmos com as costelas cheias de molho que comemos sem garfo e faca, sem o menor glamour! A rib fest de Burlington é considerda a melhor do Canadá e nós aprovamos. É realizada no parque que fica na beira do lago Ontario, criando uma atmosfera super convidativa. Ano que vem estaremos de volta!
No domingo fomos a Canadian National Exhibition, uma festa tradicional canadense, com vários shows e exposições, muita comida e diversão garatinda, a começar pela ida de trem que já é uma atração a parte para as crianças ( e para os adultos também!). Assistimos a uma apresentação de patinação no gelo, com a participação de uma atleta olímpica, a Joannie Rochette ( aquela que a mãe morreu durante as Olímpiadas de Vancouver e que foi medalhista), fomos a uma fazendinha com vacas, porcos, galinhas, cavalos onde as crianças podem interagir com os bichos e ainda existem pessoas dando explicação sobre a produção de leite, ovos, carnes, etc. Muito interessante!
Fora isso também vimos o Canadian International Air Show com os caças fazendo acrobacias e muito barulho no céu, show de mágica e muitas outras atrações. Foi um dia delicioso que também pretendemos repetir ano que vem.
Agora o verão se despede com temperaturas amenas e dias mais curtos e já deixa saudades! Que venha o outono com todo o seu colorido!

quinta-feira, agosto 18, 2011

O retorno (?)

E o que eu queria que não acontecesse, aconteceu...o blog abandonado, sem nenhuma postagem nova nos útlimos meses.
Preciso e quero voltar a escrever, mas fico ensaiando, ensaiando, penso num post, acho bobo, deleto e acabo dexaindo pra depois.
Estamos na luta de cada dia, trabalho, rotina da casa, crianças, verão (que pouco a pouco de despede no escurecer cada dia mais cedo, nas árvres que mudam de cor devagarzinho, anunciando a chegada de mais um outono)
A vida segue seu rumo, a saudade de casa já não aperta mais como antes, aprendemos a conviver com a ausência das pessoas, dos locais, o que não quer dizer que não sintamos falta do Brasil.
Outro dia comprei o DVD do filme Rio. Olívia tinha assistido no cinema com Dory e eu não fui pra ficar com Vítor e quando finalmente vi em casa, achei lindo, fofo, retrata fielmente a cidade, o lado lindo e o lado "não tão bonito assim". Morri de saudade de ver aquela cidade em que morei por 4 anos, de lembrar que aquele era meu "quintal". Mas quando lembro das mazelas do Brasil penso que estou bem onde estou.
Ainda me surpreendo com as coisas daqui do Canadá, mesmo após 2 anos morando aqui. Vejo ordem, respeito, segurança. O acesso às bibliotecas, centros comunitários, parques bem cuidados, tudo isso ainda me deixa de boca aberta e com um brilho no olhar.
Quando pergunto pra Olívia se ela quer morar no Brasil, ela fala que não, que quer morar aqui e quer ir pro Brasil pra brincar na piscina do prédio da vovó.
Parece que aqui a vida acontece mais devagar, as crianças brincam na rua. Eu é que preciso diminuir o ritmo e tentar aproveitar como se fosse meus filhos, que vivem o hoje como se não houvesse amanhã.

terça-feira, maio 10, 2011

O Canada!

Esse é o hit do momento aqui em casa! Olívia passa o dia cantando o hino do Canadá que aprendeu na escola.
Eu estou muito satisfeita com o desenvolvimento dela desde que comecou a frequentar essa nova escola. Ano passado ela ia apenas dois dias da semana e ficava o dia inteiro num day care, justamente nos dias em que eu trabalhava. Aí, fomos pro Brasil e ficamos 3 meses. Como íamos passar muito tempo, resolvemos cancelar a matrícula dela naquela escola e quando voltamos a vaga tinha sido preenchida.
Pela idade dela, apenas em setembro ele poderá frequentar a escola pública católica então decidimos matriculá-la numa outra pré-escola, dessa vez diariamente, apenas pela manhã. E tem sido bom demais pois vejo o progresso dela em termos de aprendizado da língua e tambem no reconhecimento de letras, números, além da socialização. Ela tem duas melhores amigas e sempre que chego pra buscá-la, lá estão as 3 juntas brincando.
As professoras tem elogiado muito a Olívia. Elas sabiam que ela não era fluente em inglês e tem visto o progresso dela, o que tem deixado-as muito satisfeitas ( e a mim tambem, claro)!
Outro dia ela estava aqui em casa cantando Parabéns pra voce! Em seguida comecou o Happy Birthday to you. De repente ela cantou uma musiquinha com a mesma melodia, mas enrrolava tudo e eu não estava entendendo o que era aquilo. Suspeitei e fiz uma pesquisa rápida no google e era Bônne fete à toi, já que na escola eles tambem ensinam algumas noções de francês.
Hoje mesmo a teacher dela me disse que ela é muito enthusiastic, sempre querendo participar e que é um prazer tê-la na sala de aula. Eu fiquei toda orgulhosa da minha menina!

sexta-feira, maio 06, 2011

De encher os olhos



Não me canso de olhar a beleza dessas flores, que são uma das minhas preferidas! O inverno é longo, mas é muito bom poder viver e sentir as quatro estações do ano.

Até Olívia se encanta com tanta beleza e aprecia as tulipas. É um verdadeiro privilégio poder contemplar esse presente da natureza.






sexta-feira, abril 29, 2011

Royal Wedding



Não tinha como passar em branco. Sempre fui fã de assuntos reais, sempre curti saber da vida dos reis e rainhas, príncipes e princesas espalhados pelo mundo.



O casamento de William e Kate não poderia passar batido aqui no blog. Não consegui levantar pra assistir em tempo real, apesar do Vítor ter tentado me acordar as quatro da matina. Ele ficou batendo papo comigo mas eu não tive forças pra sair da cama. Depois até me arrependi, mas acabei vendo os melhores momentos. Achei tudo lindo!



Agora quero comprar a revista com as fotos, os detalhes. Aqui no Canadá não se falava em outra coisa, vários canais transmitiram o casamento. Como não podia deixar de ser, entrou pra história com muita pompa e elegância!

segunda-feira, março 28, 2011

Perdas e ganhos

Que imigrar não é fácil, não é novidade pra ninguém. Desde o momento em que chegamos aqui, nos deparamos com grandes desafios, muitas novidades, barreiras para serem transpostas e cada dia é um novo dia, com muitas coisas aprendidas. Eu posso dizer que ainda tenho muito o que aprender, mas já não sou mais a mesma pessoa que chegou aqui há quase dois anos. Nós vivemos num condomínio de casas e quando chegamos aqui, por coincidência, já tinham duas famílias de brasileiros. Não nos conhecíamos, mas passamos a conviver e sempre foi muito bom. Hoje em dia, são 12 famílias de brasileiros que moram aqui. Muita gente critica, acha que vivemos em gueto, mas pra mim, isso sempre foi um fator mais positivo do que negativo. Sabemos que temos com quem contar a apenas alguns passos de nossa casa, logo ali, na casa do vizinho e uma grande família acabou se formando. Claro que nem todas as famílias são super amigas, algumas não tem filhos, outras tem filhos crescidos, mas de um modo geral eu acho ótimo saber que tem um conterrâneo na casa ao lado. Considero essa vizinhança um grande ganho que tivemos ao imigrar, porém, como nada na vida é pra sempre, essa semana uma dessas famílias está voltando pro Brasil e eles nem imaginam a falta que farão. Essa dinâmica da vida é muito interessante, uns vão, outros vem e a nossa vida vai seguindo, tomando forma e entrando nos eixos, agora com um vizinho a menos!

terça-feira, janeiro 11, 2011

Tem alguém aí?

Todo dia penso no blog, quero escrever e acabo deixando pra depois. Acho que nem tenho mais leitores, mas os dias tem sido intensos e corridos, as noites mal dormidas e a correria inevitável.
Todos aqui no Brasil querem estar com a gente, então dividimos nosso tempo, viajamos, muitas vezes ficamos sem internet e o blog vai ficando lá no fim da fila.
Enfim, só pra registrar que estamos bem e que não desisti do meu bloguinho.

quinta-feira, outubro 21, 2010

Imigrar é contagioso

Quando a gente resolve imigrar, muita gente quer saber tudo a respeito, moradia, trabalho, frio, adaptação. Tem quem reprove a ideia totalmente, tem que aprove e apoie, tem quem não esboça reação nenhuma.
Nós tínhamos a impressão de iríamos acabar influenciando algumas pessoas e torcíamos pra que com o tempo alguns amigos ou parentes decidissem vir também.
E isso começou a acontecer já tem um tempo. Claro que ficamos felizes e torcemos pra que algumas pessoas queridas venham mesmo.
Esse ano, pouco antes do Vítor nascer, chegaram a Pri e o Rico aqui em Mississauga. A Pri é prima do Dory. Não tivemos influência sobre o processo deles pois eles entraram um pouco depois de nós, mas um não sabia dos planos dos outros e só "descobrimos" quando estávamos quase no final do processo. Foi e tem sido excelente tê-los por perto. Dá uma renovada nas nossas energias.
Aí, em setemtro recebi a visita de uma prima, junto com o namorado, estão empolgadíssimos para virem pra cá também.
E agora, minha grande amiga Sabrina e sua linda família, estão batalhando pelo visto também. Eles são dentistas como eu e sabem da dificuldades que terão pela frente, mas são guerreiros e com toda força de vontade irão chegar lá.
Sempre tentamos ser o mais realista possível com quem nos pede conselho e informação. Nem tudo são flores aqui, não sabemos se viemos pra ficar pra sempre e deixamos isso bem claro a todos. Além disso, não cansamos de dizer: estude inglês e traga o máximo de dinheiro que puder.
Fato é que temos percebido uma grande insatisfação por parte de muitos amigos e familiares, e a imigração tem sido uma opção viável a muita gente.
Estamos de braços abertos!

quinta-feira, agosto 12, 2010

Garota de sorte


É, apesar de minha mãe estar indo embora hoje, após 35 dias aqui conosco, me considero uma garota de sorte.
Vivemos dias intensos, de muita alegria e cansaço, muita conversa e muito apoio.
Por essas e outras eu me considero muito sortuda: por ter uma mãe como a minha, que não nega esforços, que abre mão das férias e do merecido descanso pra me ajudar com meus filhotes, que passa as madrugadas em claro comigo, embalando o Vítor, cuidando da Olívia, lavando roupas, deixando tudo limpinho e cheiroso, fazendo de tudo pra que nossa rotina se torne mais leve e adaptada.
Não tenho como agradecer! Fato é que ela fará muita falta aqui, que a casa ficará bem vazia, que vou ter que dar um jeito de dar conta de tudo, que a ausência dela será sentida profundamente.
Espero poder te abraçar de novo brevemente! Obrigada por tudo e mais um pouco que você faz por nós hoje e sempre.
Como sou feliz apesar de estar triste! Queria que da próxima vez, ela viesse pra ficar...
Te amo mãe!

sábado, julho 24, 2010

Desmistificando o sistema de saúde


Muito se ouve falar sobre o sistema de saúde público do Canadá. Eu mesma morria de medo de como seria o pré-natal aqui, tanto que muitas vezes eu pensei em ir pro Brasil pra ter nenê. Por fim, resolvemos ficar por aqui mesmo, já que não faria sentido ir pra lá só pra ele nascer.
E a experiência não poderia ter sido melhor! Claro que ao longo dos 9 meses, algumas coisas não saíram exatamente do jeito que eu queria/pensava. Por exemplo, fui acompanhada pelo médico de família até o sexto mês e só conheci meu obstetra no sétimo mês de gestação. Isso me deixou apreensiva, mas por se tratar da segunda gravidez e como minhas gravidezes são sempre muito tranquilas, resolvi não me estressar.
Fui encaminhada para um grupo de obstetras do hospital que eu escolhi daqui de Mississauga. O primeiro médico que eu conheci acabou sendo o meu "obstetra oficial", porém, cada consulta eu fui atendida por um médico diferente da equipe, e quando era possível, acabava sendo consultada pelo "oficial".
As consultas eram sempre rápidas, sem muito bate papo como estamos acostumadas no Brasil. A enfermeira me pesava e tirava minha pressão e em seguida o médico entrava, perguntava se estava tudo bem e ouvia o coraçãozinho do bebê. Tudo isso não durava mais do que 3 minutos.
As consultas eram mensais, depois passaram a ser quinzenais e no finalzinho, semanais, como no Brasil.
Durante o pré-natal, tive que ir ao hospital algumas vezes: tive que fazer um "tour" e saber exatamente onde ir caso entrasse em trabalho de parto, tive que assistir uma aula sobre a cesárea, já que a minha tinha sido agendada previamente e dois dias antes do parto fui fazer os exames de sangue pré-cirúrgicos. Tudo isso estava explicadinho numa cartilha que recebi logo que passei a ser atendida pelo obstetra. Tudo muito organizado.
No dia do parto cheguei no horário marcado, fui atendida com um pouco de atraso, mas a cirurgia em si começou praticamente no horário previsto.
Uma observação: a cirurgia foi PERFEITA! Não senti dor alguma durante o procedimento (ao contrário da minha primeira experiência que foi bem dolorida), as enfermeiras do centro cirúrgico estavam o tempo todo ao meu lado me acalmando, o anestesista não saiu de perto de mim um segundo sequer e atendeu as minhas solicitações prontamente(dores de cabeça e náusea), super prestativo e atencioso.
Assim que o Vítor nasceu e recebeu os primeiros cuidados, foi direto pro colo do papai, que esteve ao meu lado e em seguida, ambos me acompanharam pra sala de recuperação, onde ficamos por mais ou menos uma hora. O bebê ficou comigo o tempo todinho, mamou e tanto eu quanto ele éramos monitorado a cada pouco pra ver se tudo estava bem.
Quando voltei a sentir as pernas, fui transferida pro quarto, bebê junto comigo em meus braços, de onde não saiu por nenhum minuto: banho no quarto, exame de sangue no quarto, teste de audição no quarto, etc.
Graças a Deus consegui ficar num quarto "private", pagando uma diferença, mas com direito a acompanhante.
A equipe de enfermagem foi sensacional, sempre prestativas e muito qualificadas.
Antes de vir embora ainda participei de uma aula sobre amamentação, onde uma enfermeira pode auxiliar nesse momento tão importante e que muitas vezes se torna tão penoso (não é meu caso, graças a Deus).
Resumindo: por se tratar de um sistema público, não deixou a desejar em nada se comparado com o sistema particular do Brasil. Claro que toda a parte de hotelaria fica defasada quando pensamos nos luxos que temos por lá, mas minha experiência foi super positiva.
O post está longo demais então em breve conto mais alguns detalhes que julgo importante em mais essa experiência canadense.

terça-feira, julho 13, 2010

Amor duplicado

Durante a gravidez sempre fica aquela dúvida: será que vou ser capaz de amar outro serzinho assim como amo Olívia?
E no dia 08 de julho, às dez e quarenta e cinco da manhã eu descobri que SIM!

quarta-feira, julho 07, 2010

...

Tempo curto, muita coisa pra falar, pré-natal no Canadá, rotina, mudanças, etc
Só que vou ficar devendo e volto em breve, com a família maior.
Hoje minha mãe chegou. Essa semana ainda nasce o Vítor e Olívia faz aniversário. Só coisas simples! rs
As emoções estão à flor da pele. Estou desculpada né?

quinta-feira, junho 10, 2010

Edição comemorativa: 1 ano de Canadá!!!


Foi no dia 6, domingo, que comemoramos um ano de Canadá, um ano de recomeço, um ano de aprendizado, lutas, lágrimas, dúvidas.
Um ano de esperança renovada, de vida tranquila, de sair sem medo nas ruas, de conhecer gente nova, de se reinventar, de ser resiliente.
Nossa família se uniu ainda mais frente as crises de saudade e de identidade.
Alguns dias eu quis voltar, outros dias quem quis voltar foi o Dory, mas fato é que estamos aqui, uns dias mais felizes, outros nem tanto, sempre buscando executar os planos que Deus tem pra nossa vida.
Eu sempre digo que não seria uma pessoa completa se não tivesse vindo, se não tivesse pagado o preço pra saber como seria essa experiência de morar fora. Não me arrependo de ter vindo. Sinto falta da zona de conforto do Brasil, mas acho que leva um tempo até que nos sintamos mais a vontade numa terra estrangeira.
Uma coisa super importante que aprendi é que não podemos basear nossa experiência com a de ninguém. Cada um tem uma história de vida, cada um sabe o que é melhor para si e sua família, o que é bom pra mim pode não ser pra você, mas tenho certeza de que "até aqui nos ajudou o Senhor".
O segundo ano de Canadá já começou e será inaugurado em grande estilo: em menos de um mês Vítor nasce pra renovar nossas forças e energias.
Estamos felizes!

quarta-feira, junho 02, 2010

A million dollar family


When a married couple have one boy and one girl; the supposedly happy, perfect family
É assim que eles chamam aqui no Canadá uma família composta por papai, mamãe e um casal de filhos.
Achei tão bonitinho!

domingo, maio 09, 2010

Para todas as MÃES

Ter um filho é decidir ter, para sempre, o coração fora do corpo. (Elizabeth Stone)


* foto by Yuki Noda/ modelo: Olívia/ mãe coruja

É isso que sinto: que tenho um coração fora de mim. É lindo, é inexplicável, um amor descomunal, dá trabalho, mas jamais seria uma pessoa completa se não fosse mãe.
Sabendo de toda a dedicação que envolve a maternidade, eu agradeço ainda mais a minha mãe por todo o tempo, noites mal dormidas,educação e tudo o mais que sempre fez e faz por mim e minha irmã, e agora pela Olívia, Elena e pelo netinho que está a caminho.
Graças a Deus eu sempre soube dar valor a tudo isso, sempre respeitei minha mãe e a tenho como meu exemplo de vida e meu porto seguro.
Desejo um lindo dia pra minha mãe, minha avó, minha irmã que experimenta seu primeiro dia das mães, minha amigas do Brasil, do Canadá e todas as mães que trabalham duro pra oferecer filhos melhores pra esse mundo.

quinta-feira, maio 06, 2010

Polícia legal


Ontem foi o McHappy day aqui no Canadá. Eu nem sabia que era o dia, mas estávamos no banco ao lado e resolvemos entrar pra almoçar.
No estacionamento tinham dois carros de polícia e vimos alguns policiais abordando as pessoas no drive thru. Achei estranho e logo pensei: será que aconteceu alguma (já que até então não sabia que era um dia especial na rede McDonald's). Qual não foi minha surpresa quando notei que os policiais estavam usando avental, com seus nomes escritos, anotando pedidos na fila.
Quando entrei, percebi que tinham mais policiais atrás do balcão, meio perdidos, mas ajudando a montar as bandejas com o pedido.
Achei sensacional a iniciativa. Eles eram voluntários desse evento, bem como in;umeras outras pessoas que estavam vendendo bonés e copos, limpando mesas e varrendo o chão, tudo em prol de uma boa causa, já que parte da renda obtida através da venda e Bic Macs e Happy meal será revertida a intituições que cuidam de crianças em todo o país.