terça-feira, junho 30, 2009

Estamos de mudança

Amanhã vamos mudar pra nossa casa. Mal posso esperar!

Em pouco menos de um mês já juntamos muitas coisas e até colocar tudo no lugar vai levar um certo tempo.

Compramos algumas coisas básicas, faltam muitas outras mas aos poucos a gente chega lá. Tem momentos que sinto saudade da minha vidinha do passado, casa prontinha, tudo no lugar. Depois penso que é gostoso comprar tudo novo, deixar a casa com a nossa cara.

Sei que tudo é questão de tempo. Ficaremos desconectados por alguns dias, mas em breve eu volto com novidades.

sexta-feira, junho 26, 2009

Enquanto isso...

Estamos tentando curtir o que a cidade tem a nos oferecer e o verão que está super quente. As pessoas saem nas ruas, cuidam dos jardins, ficam felizes. Dizem que no inverno tudo é bem diferente.
Semana que vem iremos nos mudar pra nossa casinha. Acho que a partir daí poderemos estabelecer uma rotina um pouco mais organizada. Estamos bem acomodados, mas nada como poder colocar as roupas nos armários, morar num lugar com cara de casa.
Muita coisa já foi resolvida, já tiramos alguns documentos e semana que vem faremos a prova para a carteira de motorista. Esse assunto merece um post à parte.
Fizemos o self-assessment test e dia 13 de julho começaremos as aulas de inglês. Nossa pequena deverá ir pro day care da escola em que estudaremos.
Nossa maior preocupação é o bem-estar dela. Tem dias que acho que ela está meio de saco cheio de morar num basement, então a gente tenta sair de casa, ir aos parques da cidade pra ela gastar toda a energia acumulada.
Uma dia vamos na biblioteca, outro na piscina de um centro comunitário da cidade. Ela se delicia.
A estrutura é mesmo impressionante se compararmos com o Brasil: muitos livros sendo oferecidos, onde vovê pode retirar por 3 semanas e devolver em qualquer biblioteca da cidade. A renovação pode ser feita pela internet caso haja disponibilidade. Além disso podemos retirar por uma semana DVDs e revistas. Acho isso fantástico.
Hoje foi dia de piscina: em horário determinado é só chegar lá, pagar e usfruir de piscinas limpinhas. Tem muita criança e muito idoso. Parece que ser velhinho por aqui nao 'e um problema. Eles tem acesso a tudo, nadam, fazem exerc'cios. Bem legal.
Ah, e caso voce esqueca de trazer seu saco plastico para colocar seu maio molhado depois de nadar, nao tem problema. Dentro dos vestiarios tem uma mini centrifuga onde voce coloca as pecas molhadas e elas saem "torcidas" sem ficar pingando agua.

domingo, junho 21, 2009

Plano de saúde e visita ao médico

Semana passada fui surpreendida com um email numa lista de discussão que participo dizendo que o plano que eu havia contratado pelos 3 primeiros meses não se aplicava ao meu caso. Explico: Quando eu preenchi meus dados na internet para adquirir o plano, coloquei Brasil como meu país de residência. Assim a apólice diz que eu estaria coberta pelo plano em qualquer lugar do mundo menos no Brasil.

Por mim, tudo bem, porque no Brasil eu mantive um plano privado pra mim e minha família e é pra lá que quero ser enviada no caso de alguma situação mais grave, pelo menos até nós não estarmos cobertos pela saúde pública da província em que moramos.

A dúvida era: no caso de sermos residentes permanentes aqui, nosso país de residência seria o Canadá e assim, o plano não se aplicaria a nós. Passei a noite sem dormir direito pensando se deveria cancelar o plano contratado e contratar outro. Mandei email, e nada de respota. Telefonei, mas o escritório era na Austrália e estava fechado no horário que liguei. Mobilizei alguns amigos do Brasil pra me ajudarem a entender a apólice.

No dia segiunte consegui falar com eles e a moça que me atendeu disse que eu estaria coberta sim, desde que pudese se repatriada ao Brasil no caso de algo mais sério e que lá seria atendida pelo meu plano particular.

Fiquei aliviada.

Qual não foi minha surpresa, no dia seguinte amanheço com uma vontade louca de fazer xixi. Fiz xixi e a vontade não passava, dóia e incomodava muito.

Suspeitei: cistite!

E agora? Como vou comprar antibiótico? Só indo ao médico...

E assim foi. Saí daqui de casa e fui caminhando com a família até uma walk-in clinic, paguei 50 dólares pela consulta que será reembolsada pelo plano, peguei a receita e fui à farmácia comprar meus 14 comprimidos de antibióticos.

Já estou 100% boa, não sinto mais nada, mas estou tomando os remédios direitinho.

Espero que a hora que eu solicitar o reembolso, tudo dê certo e eles não criem caso com o meu país de residência.

Fica aqui o alerta: leiam direitinho o contrato. Outra coisa que eu acho que talvez valha a pena é contratar um plano daqui do Canadá mesmo, assim ou você não paga a consulta ou o reembolso vem diretamente pra você aqui e não pro Brasil, onde teoriamente seria meu país de residência.

quinta-feira, junho 18, 2009

Ainda sobre os amigos

Falei que ter amigos aqui fez toda diferença nos nossos primeiros dias, mas não poderia deixar de mencionar os amigos de longa data e a família que deixei no Brasil. Como fazem falta!
Fiquei pensando nisso desde que saí de lá há quase duas semanas: como meus amigos e minha família foram importantes nesse momento de partida: cada um a sua maneira demosntrando carinho, incentivando com palavras, cartinhas ou mesmo no silêncio, com apenas um olhar.
Um tio veio de longe com sua família só pra dar tchau. Chegou e foi embora no mesmo dia. Veio a madrinha, a amiga mais chegada e a não tão chegada assim, o primo que mora fora do Brasil e estava de passeio também quis dar um abraço. A minha querida avó que chora só de olhar pra você. Ai que dor dar tchau pra ela! Minha tia escreveu uma carta, coisa rara, e disse que sou a sobrinha preferida (confissões de última hora). Minha prima-irmã fez uma retrospectiva de nossa vida e eu ria e chorava ao ler. Teve até quem preferiu não ligar pra dar tchau pra não chorar e eu achei melhor assim. Mas por fim, ela ligou e eu chorei do mesmo jeito.
Foi bom rever todo mundo ou ao menos falar com as pessoas, saber que estavam nos apoiando.
Como me senti amada nesses dias!
Hoje estou aqui mas sei que de longe todos torcem por nós, que todos estão perto, dentro do meu coração. Que posso ligar ou gritar que se preciso for alguem vem correndo me acudir.
No aeroporto, só minha irmã (grávida de uma menina), minha mãe e meus compadres (só soube disso quando já estava aqui. Quiseram me poupar de mais uma forte emoção. Chorei do mesmo jeito quando soube que vou ser a dinda da Maria Eduarda). Liberei a ida deles no último dia.
Meu cunhado não chegou a tempo, culpa do trânsito paulistano. Como chorei em cada abraço, como amo cada um de vocês!

terça-feira, junho 16, 2009

Amigos que fazem a diferença

Todos sabem que imigrar é recomeçar a viver: não temos crédito, não conhecemos o gerente do banco, nossa habilitação vence em dois meses, não temos casa, carro, emprego.
Graças a Deus pelo menos conhecemos muita gente. Antes eram amigos "virtuais", mas agora são reais e verdadeiros, no mesmo barco que a gente. Alguns mais experientes por estarem aqui a mais tempo, outros descobrindo as coisas agora, dando dicas, dando forças.

Isso faz toda a diferença ao recém-chegado, longe da família e das raíze. Desde que chegamos aqui, não paramos em casa. Cada dia é um que liga pra saber se está tudo bem, se estamos precisando de alguma coisa, se queremos uma carona pra ir ao mercado. Um leva a gente comprar celular, o outro leva a gente pra conhecer um parque na cidade. É bom demais. Não dá tempo de ficar triste. E quando a gente fica, é só ligar que sempre terá alguém pronto pra te ouvir e incentivar.
Como alugamos carro, pudemos ir nos familiarizando com a cidade. Quarta jantamos na casa de uma família querida, sexta no encontramos para uma reunião de oração e bate papo, sábado fomos pra Norht York rever os amigos cariocas recém-chegados e domingo passamos o dia com a família Tudo ao mesmo tempo. Foi um dia super agradável, as crianças se entenderam muito bem e brincaram o dia inteiro. Foi um fim de semana e tanto.
Tava sentindo falta de ficar em casa...
Opa, que casa?
No basement da Lucy. É uma delícia...

terça-feira, junho 09, 2009

Updates




Eu sempre lia quem chegava aqui dizer que o tempo passava muito rápido por conta da quantidade de coisas que temos que fazer nos primeiros dias. Desculpe ser cansativa, mas confirmo o fato: parece que estou aqui há pelo menos um mês.

Deixa eu voltar um pouquinho e contar sobre a saída do Brasil e a chegada aqui no Canadá.

Como era de se esperar, a despedida não foi nada fácil. Cada dia vinha alguma amiga, prima, tia ou um pouco de tudo isso junto lá na casa da minha mãe pra ver a gente, dar um beijo e deixar uma cartinha que eu nem abria pra não me acabar em lágrimas. Foi uma semana sofrida e angustiante que eu queria que passasse logo e que ao mesmo tempo eu não queria que acabasse nunca. Eu me perguntava: por que fui inventar de morar no Canadá?

O grande dia chegou e em meio a muitas lágrimas, me despedi. Eu sofria de imaginar que minha família estaria sofrendo. Não dá pra dizer ao certo o que eu senti.

O voo foi tranquilo e vez ou outra eu me dava conta de que era real e dava vontade de parar o filme pra eu sair de cena.

Olívia dormiu praticamente a viagem toda e só acordou na hora de tomar o café da manhã.

Ao chegarmos na imigração, tudo correu bem, não olharam nada sobre a quantia que estávamos trazendo. Apenas perguntaram e não precisei mostrar nada.

Pegar as malas foi um caso a parte já que não tinha nenhum carregador disponível pra nos ajudar e éramos apenas dois pra carregar uma criança, 9 malas e um carrinho. Foi uma maratona. Puxa mala daqui, espera dali, traz o carrinho, volta pra pegar a mala e minha pequena chorando, com sono, sem entender nada do que se passava.

Quando finalmente saímos da área de desembarque, amigos queridos nos esperavam. Isso fez toda a diferença. Sentimo-nos acolhidos por pessoas que já passaram por isso e que apesar de não nos conhecerem pessoalmente, acordaram cedinho numa manhã de sábado para tornar a nossa chegada mais feliz e menos traumática. Agradeço a Deus por isso.

Mais detalhes num próximo post senão ninguém mais le de tão cansativo que fica.

domingo, junho 07, 2009

Here we are!

Chegamos! Preciso detalhar tudo, contar sobre a despedida, o voo, a chegada, mas estou super cansada.
Só queria avisar que deu tudo certo e estamos felizes, apesar da choradeira.
O pessoal que nos recebeu aqui é sensacional.
Prometo que amanhã eu volto com fatos e fotos.
Preciso dormir pra me recompor.
See you!

sexta-feira, junho 05, 2009

Marcador zerado

Chegou a hora! Estamos correndo pra deixar tudo pronto. Embarcaremos dentro de algumas horas.
Não sei nem dizer o que estou sentindo. É muita emoção misturada, muitas perguntas, medos, ansiedade, um pouco de tudo.
Prometo que dentro em breve volto pra contar como tudo aconteceu.
Peço orações de todos que leem esse blog pra que nosso recomeço seja muito positivo e valioso!
Até amanhã, direto de Mississauga!

sexta-feira, maio 29, 2009

Fechando um ciclo

Essa semana foi corrida e atribulada, como era de se esperar.
Ver minha casa ficando vazia aos poucos foi estranho e até Olívia, no alto dos seus dois anos, estava ligeiramente estressada e, por que não dizer triste, ao ver aquele lugar que foi seu lar e sua referência de segurança, tão impessoal.
Eu e ela viemos pra São Paulo na quinta de manhã, passar a nossa última semana com minha família antes de partir. Dory vem sábado com as malas.
Foi difícil a despedida da família do Rio. Foi difícil vê-los tristes com a nossa partida. É difícil sofrer e fazer sofrer.
Eu costumo brincar que ter ido morar no Rio foi meu cursinho pré-vestibular. Foram quatro anos de preparação, vivendo longe da minha família, aprendendo a lidar com as despedidas e a conviver com a saudade. Agora a prova se aproxima. Quero ser aprovada!
Esse ciclo acabou. Fechou-se. Está encerrado. Outros começarão e muitos outros também acabarão. É a vida que segue sua dinâmica. É a vida que ensina, que faz chorar mas que também traz tantas alegrias, pessoas, ocasiões.
O ciclo se fechou. Um outro, novinho, está se abrindo...

domingo, maio 24, 2009

Era uma casa muito engraçada


Era não, é. A casa em questão é a nossa. Armários vazios, geladeira desligada e vendida, quarto da Olívia desativado. Casa de mãe, sogra, avó acabou virando um mini depósito de coisas que não vão com a gente por enquanto ou que talvez nunca irão, mas que também são preciosas demais para serem jogadas fora. Pouco a pouco as coisas estão indo embora. É estranho, tem horas que da um apertozinho no peito, mas por outro lado da um alívio pensar que tudo está se resolvendo.
A gente pratica o desapego dia a dia. Doamos um monte de coisas ao orfanato, brinquedos, roupas, banheira de bebê. Isso faz bem ao coração. Algumas outras foram vendidas.É estranho estar num lugar que não é mais a sua casa e está ficando cada dia mais impessoal. Até terça-feira temos nossa cama, mas a partir daí já vamos dormir num colchão no chão, estilo acampamento. Olívia vai adorar.
Pra falar a verdade, cada vez que tirávamos algo do quarto dela, ela chorava. Passamos a fazer isso quando ela estava dormindo e ela nem sentiu tanto. Acho que no fundo ela sabe que tem mudança à vista.
Esse texto da Martha Medeiros é bem conhecido, mas eu acho legal deixar aqui, registrado, assim eu mesma posso lê-lo cada vez que der vontade de chorar pelas minhas coisas que já se foram.
Vende-se Tudo
Martha Medeiros
No mural do colégio da minha filha encontrei um cartaz escrito por uma mãe, avisando que estava vendendo tudo o que ela tinha em casa, pois a família voltaria a morar nos Estados Unidos.
O cartaz dava o endereço do bazar e o horário de atendimento. Uma outra mãe, ao meu lado, comentou:- Que coisa triste ter que vender tudo que se tem.
- Não é não, respondi, já passei por isso e é uma lição de vida.Morei uma época no Chile e, na hora de voltar ao Brasil, trouxe comigo apenas umas poucas gravuras, uns livros e uns tapetes. O resto vendi tudo, e por tudo entenda-se: fogão, camas, louça, liquidificador, sala de jantar, aparelho de som, tudo o que compõe uma casa.
Como eu não conhecia muita gente na cidade, meu marido anunciou o bazar no seu local de trabalho e esperamos sentados que alguém aparecesse. Sentados no chão. O sofá foi o primeiro que se foi. Às vezes o interfone tocava às 11 da noite e era alguém que tinha ouvido comentar que ali estava se vendendo uma estante.
Eu convidava pra subir e em dez minutos negociávamos um belo desconto. Além disso, eu sempre dava um abridor de vinho ou um saleiro de brinde, e lá se iam meus móveis e minhas bugigangas. Um troço maluco: estranhos entravam na minha casa e desfalcavam o meu lar, que a cada dia ficava mais nu, mais sem alma .No penúltimo dia, ficamos só com o colchão no chão, a geladeira e a tevê. No último, só com o colchão, que o zelador comprou e, compreensivo, topou esperar a gente ir embora antes de buscar. Ganhou de brinde os travesseiros.Guardo esses últimos dias no Chile como o momento da minha vida em que aprendi a irrelevância de quase tudo o que é material. Nunca mais me apeguei a nada que não tivesse valor afetivo. Deixei de lado o zelo excessivo por coisas que foram feitas apenas para se usar, e não para se amar.
Hoje me desfaço com facilidade de objetos, enquanto que torna-se cada vez mais difícil me afastar de pessoas que são ou foram importantes, não importa o tempo que estiveram presentes na minha vida... Desejo para essa mulher que está vendendo suas coisas para voltar aos Estados Unidos a mesma emoção que tive na minha última noite no Chile . Dormimos no mesmo colchão, eu, meu marido e minha filha, que na época tinha 2 anos de idade. As roupas já estavam guardadas nas malas. Fazia muito frio.Ao acordarmos, uma vizinha simpática nos ofereceu o café da manhã, já que não tínhamos nem uma xícara em casa. Fomos embora carregando apenas o que havíamos vivido, levando as emoções todas: nenhuma recordação foi vendida ou entregue como brinde. Não pagamos excesso de bagagem e chegamos aqui com outro tipo de leveza.... E só possuímos na vida o que dela pudermos levar ao partir, é melhor refletir e começar a trabalhar o desapego já!

domingo, maio 17, 2009

O frio na barriga

É... inevitavelmente ele chegou. E já tem um tempo.
Geralmente ele se acentua a noite. Durante o dia eu encaro tudo mais numa boa, mas quando chega a hora de dormir, os pensamentos vão longe. O que parecia distante fica cada dia mais próximo e a data do embarque está chegando.
Tem horas que bate um ligeiro desepero. Dá vontade de sair correndo.
Eu sei que estamos no caminho certo, mas é impossível não pensar que o grande dia se aproxima.

domingo, maio 10, 2009

Para minha mãe


Como ouvimos hoje na missa:

"Eu tenho tanto pra te falar
Mas com palavras não sei dizer
Como é grande o meu amor por você"

Você é meu exemplo de vida.
Te amo muito!

terça-feira, maio 05, 2009

Mais uma página virada


A um mês de nosso embarque, ainda temos muito pra fazer, mas tudo está caminhando dentro do programado.
Mais uma página foi virada nesse história rumo ao Canadá: Dory saiu do emprego. Ele havia avisado sobre os planos de mudança em fevereiro e graças a Deus conseguiu um acordo no trabalho para que fosse demitido.
Dia 30 de abril foi o último dia dele no trabalho e desde então ele está em casa, sem emprego, mas não sem trabalho (porque o que não falta é coisa pra ser feita).
Tudo está se encaixando, como tem sido desde sempre. Dá um certo pavor pensar que estamos sem uma fonte de renda, mas temos muita fé de que isso será apenas um estágio temporário de nossas vidas.
Apesar das dificuldades que imaginamos que encontraremos por lá, pretendemos trabalhar o quanto antes, que é o que todo imigrante sonha.
Em breve pretendo escrever outro post falando sobre isso. Como nossas profissões requerem validação de diploma, nosso caminho será, diríamos, um pouquinho mais árduo. Mas estamos dispostos a recomeçar.
As mangas já estão arregaçadas!

quarta-feira, abril 29, 2009

Falta pouco

Hoje me dei conta que o o dia do embarque realmente está chegando. Claro que a gente pensa nisso todo santo dia, mas ao receber um convite para um festinha de aniversário que coincidentemente será no dia da nossa partida, pude perceber que falta muito pouco mesmo pra entrarmos no avião.

A ficha está caindo....

terça-feira, abril 28, 2009

Unanimidade

Obrigada pela participação de todos os que deixaram um comentário no post anterior.
O Sai da tua terra continua assim, com o mesmo nome.
Vou providenciar algumas mudanças no blog de modo geral, mas o nome continua o mesmo!

E aqui vamos nós, para a terra que o Senhor nos mostrou.

terça-feira, abril 21, 2009

Novo blog (?)

Entre as mil coisas que estão na minha lista de afazeres, uma delas não sai da minha cabeça.
E como não consegui chegar a nenhuma conclusão, peço ajuda dos meus caros leitores: o blog deve mudar junto com a gente? Ou seja, assim que pisarmos no Canadá, devemos ter um novo blog que conte sobre nossa vida lá ou devemos continuar com o mesmo blog?
Ficar com o Sai da tua terra é prático e eu gosto do nome, mas acho que não vai mais fazer sentido, já que na ocasião teremos saído da nossa terra.
Não consigo pensar num outro nome para nosso próximo blog caso ele venha existir.
Então, peço a opinião de vocês e quem quiser pode até sugerir um novo nome!
Estou esperando!

terça-feira, abril 14, 2009

O dia dela


Hoje foi aniversário da minha avó: a única que eu tenho! Os outros já se foram e ela continua firme e forte, reclamando um pouquinho, com uma dor aqui e outra ali, mas com um pique de dar inveja.

Sempre que eu vou pra minha cidade, ela já deixa a sopinha da Olívia pronta, fica com ela se eu preciso sair umas horinhas, tem uma paciência de Jó e a palavra certa pra cada ocasião. É discreta e humilde que chega a irritar, serve a todos mas detesta ser servida, não sabe dar ordens, prefere fazer.
Ela é linda e não por acaso, é xará da minha filha. Ou quase: chama-se Oliva, imigrante italiana fugida da guerra.

Estamos agora fazendo o caminho inverso. Ela nem sabe o quanto eu sigo seus exemplos. Mas ela sabe o quanto é amada. Muito!

quarta-feira, abril 08, 2009

Tirando o pó


Nossa, abandonei o blog! A desculpa é aquela de sempre: tempo (ou a falta dele).
Quem já imigrou sabe do que estou falando: pendências, documentos, traduções, médicos, vendas, compras. Enfim, a lista de coisas pra fazer não tem fim!

Bom, vamos lá: vendemos o apartamento. Anunciamos apenas aqui no prédio mesmo e em menos de uma semana fechamos negócio. Foi tudo melhor do que esperávamos: a compradora deu o preço que estávamos pedindo, 90 dias para sairmos (vai praticamente coincidir com nosso embarque) e ainda resolveu comprar alguns ítens de nosso apartamento como ar condicionado e máquina de lavar roupa. Perfeito! Claro que a mão de Deus só pode estar presente em tudo isso.

Estamos agora providenciando a venda de outros pertences e praticando o desapego a cada objeto que se vai. Algumas coisas que vendemos já estão sendo levadas por terem pouca utilidade. Outras já foram vendidas e ainda estão aqui em casa, sendo usadas diariamente, como o fogão e a TV. Não dá pra ficar sem eles...

Fora isso, estou mais na ponte aérea do que nunca: tive que ir pra SP requerer meus históricos da faculdade e da pós-graduação, mandei numa tradutora juramentada e enviei para o WES para ter a eqûivalência canadense. Não sei ainda se irei fazer mestrado no Canadá, então achei prudente ter essa documentação em mãos caso venha precisar dela. Tudo isso leva tempo e dinheiro. De quebra aproveito para curtir minha família e ver os amigos enquanto estou na capital paulista.

Nesse meio-tempo, minha irmã tirou férias e eu, Olívia, ela e minha mãe passamos uma semana num hotel decansando e curtindo o ócio. Viagem de descanso e de despedida. Consegui me desligar do mundo e das pendências por uma semana. Foi ótimo!

Agora estou de volta ao mundo real, dando ritmo na correria. Temos menos de dois meses pela frente e o tempo está passando rápido demais.

sexta-feira, março 06, 2009

Revelações e Reações


Pouco a pouco as pessoas que convivem conosco estão sabendo da mudança que está prestes a ocorrer.
Eu já chego falando que temos uma novidade e sempre espero uma reação meio estranha, algum palpite maldoso, alguma projeção, alguma palavra que tente me convencer de que estou no caminho errado.
Porém, para minha surpresa, a grande maioria das pessoas reage super bem. Falam que estamos certos, que será excelente pra Olívia, que a qualidade de vida é ótima, que no Brasil não dá mais e tal.
Claro que perguntam se já temos emprego, o que vamos fazer lá, como surgiu a ideia e um ou outro fala, sim, que somos loucos, que lá é muito frio, que largar tudo em tempos de crise é maluquice e etc.
A grande maioria, contudo, dá força, diz que conhece alguém que foi e não voltou, ou voltou mas amou.
Enfim, fiquei positivamente surpresa com a reação das pessoas, mas infelizmente pude perceber como a grande maioria anda insatisfeita com a situação de nossa pátria amada!

sexta-feira, fevereiro 27, 2009

Rapidinhas do Carnaval

*Fomos buscar minha irmã e cunhado no Galeão no sábado as sete e pouco da manhã e ficamos parados na Linha Vermelha. Motivo: via fechado por causa de tiroteio. Além do trânsito do Carnaval, muitos carros na rua, teve arrastão e já viu. Salve-se quem puder! Graças a Deus nada de mais grava aconteceu conosco. Tem gente que diz que a gente se acostuma com a violência. Eu jamais me acostumarei!

*Dias quentes de muito sol e praia, curtimos a presença da família perto de nós, piscina e alguns blocs de rua. Foi divertido e animado, sem confusão, na medida certa pra quem tem uma filha pequena. Não sou fã número um de carnaval (já fui muito!), mas acho que vou sentir saudades.

*Muita sujeira nas ruas por onde os blocos passaram, falta de organização e cidadania.

*Milhões de coisas pra organizar e aquela sensação de não saber por onde começar. A contagem regressiva já começou e em junho o Canadá recebe mais uma família de imigrantes. Falta muito pouco...