segunda-feira, novembro 02, 2009

Halloween

A festa começou muito antes do dia 31, com as casas todas decoradas e as lojas vendendo fantasias, doces e muitos enfeites.
Aqui em casa nós não entramos muito no espírito da festa. Coloquei uma guirlanda de outono com um anjinho segurando uma plaquinha escrito: Blessings e um espantalho no meio de duas abóboras que colhemos no mesmo dia que fomos na fazenda de maçãs. Queria dar mais um caráter de agradecimento do que de Halloween.
Na sexta-feira, Olívia foi pra escola com Dory, levou a fantasia de Branca de Neve porque não quis se fantasiar, mas ao chegar na escola, se animou ao ver os amiguinhos todos fantasiados e não tirou mais o vestido.
Chegou em casa fantasiada com o saquinho cheio de doces e comeu bala até eu tirar tudo da frente dela.
No sábado fomos na casa de amigos fazer o "trick or treat" na vizinhança e foi super divertido. Passeamos pelas casas da rua, praticamente todas se envolveram com as brincadeiras e deram balas, salgadinhos, chocolates e até refrigerante.
As casas que estão acesas são as que participam da brincadeira. Engraçado que uma casa estava acesa e não tinha ninguém, mas o dono deixou na porta uma bacia com as guloseimas para que as crianças se servissem.
Estava bastante frio, então elas estavam fantasiadas e encapotadas com casacos e gorros, mas não deixaram de se divertir. E os adultos também aproveitaram.
Achei bem interessante ver como as pessoas participam da festa.
Seguem algumas fotos:


segunda-feira, outubro 12, 2009

I am so Thankful


Tanta coisa pra agradecer:
Mudanças, saudades, crescimento, saúde, família, emprego, casa quentinha, frio lá fora, mudança de cores, amigos: de perto e de longe, comida, escola, carro, aprendizado, oportunidades, aulas de natação, biblioteca pertinho de casa, internet, skype, telefone, colher maçãs, ouvir, falar, andar, enxergar, irmã, avó, filha, marido, mãe, cunhado, primas, festa, dias de solidão, poder chorar, comer chocolate, comprar luvas, roupa cheirosa, travesseiro.
Como eu tenho sorte. Como eu tenho tudo! Obrigada meu Deus!
Happy Thanksgiving!

quinta-feira, outubro 08, 2009

Mudaram as estações



Ao contrário do que diz a letra da música, muita coisa mudou nesses 4 meses que estamos aqui. Não só a paisagem maginífica que se apresenta diferente a cada dia, mas também em outros aspectos.
Parece que aqui o tempo voa, muitos dias passam e a gente não consegue administrar direito o tempo. Eu me sinto mais tranquila com a nossa decisão de ter vindo pra cá, mas não livre de questionamentos: será que vai ser bom pra minha filha viver longe dos primos e avós, será que vou aguentar a saudades, "o que vou ser quando crescer", etc, são apenas alguns exemplos de algumas perguntas que não saem da minha cabeça.
Dory sabiamente deixa a vida tomar seu rumo sem se preocupar demais com o amanhã. Eu ainda estou pelejando pra aprender.
O frio está chegando suavemente. Dentro de casa é sempre quentinho e gostoso e fora de casa venta muito e a gente tem que se agasalhar bem. Mas não vimos nada do que está por vir ainda. Porém estou olhando com bons olhos a mudança das estações.
Nossa vida vai entrando na rotina e isso é bom. Aliás, eu diria que ter rotina é fundamental para o bom funcionamento de uma casa.
Olívia está indo pro day care feliz da vida, sem chorar como uma mocinha e isso também já deixa meu coração mais tranquilo.
Dory está fazendo inglês e gosta muito das aulas. Pouco a pouco ele vai se soltando e adquirindo mais confiança. Se Deus quiser em breve ele começa a trabalhar e tudo se encaixa. Eu continuo no meu trabalho part-time e está cada vez mais fácil e até prazeroso. Minha chefe gosta bastante de mim e sinto que a confiança em meu trabalho aumenta a cada dia que passa.
Estamos felizes nesses meses que passamos aqui e certos que de fizemos a escolha adequada. Que o Senhor continue a nos cubrir de paz e sabedoria para que continuemos a tomas as decisões acertadas.

quarta-feira, setembro 23, 2009

Esportes

O novo livrinho das atividades esportivas da cidade já está disponível faz tempo e eu ainda não consegui definir em qual das aulas eu irei me inscrever.
Pelo menos a Olívia já está inscrita na aula de natação (parent and tot 3). É meia hora de aula por semana junto comigo ou com o Dory no centro comunitário que tem a duas quadras daqui, para crianças de 2 a 3 anos.
A estrutura é excelente, a piscina acabou de ser reformada e eu estou super animada pra cair na água com ela. Durante a gravidez dela, eu e Dory fazíamos aulas de natação e era uma delícia. Hoje ela curte bastante estar na água e tenho certeza que irá aproveitar as aulinhas na piscina.
Preciso agora definir a minha atividade e tudo indica que será algo relacionado a alongamento já que minhas costas estão muito doloridas. Depois que comecei a trabalhar as dores pioraram tremendamente por causa da posição nada favorável que eu fico o dia todo. E nada como uma boa alongada pra aliviar as tensões do dia a dia.
Dory pedala pela cidade sempre que pode e com a proximidade do inverno, essas pedalads estão com os dias contados.
Ainda bem que temos esse community centre aqui perto, assim podemos fazer alguma coisa mesmo nos dias mais frios.

quinta-feira, setembro 17, 2009

No Canadá...

...o leite condensado Moça é do "moço":


quarta-feira, setembro 09, 2009

Viagens e paseios - parte I

Aproveitando que minha mãe estava aqui e as temperaturas agradáveis de agosto, resolvemos passear bastante nos dias que eu não estava trabalhando.
Meu trabalho é part-time, o que me deu a oportunidade de poder curtir bastante os dias na companhia de pessoas agradáveis e queridas.
Olivia preparando-se para o inverno

Fomos até a Pensilvania, na casa da minha prima e estava sensacional. Além de poder fazer compras por preços mais acessíveis do que no Canadá, estivemos com nossos queridos primos e foi muito gostoso poder botar o papo em dia.
A imigração nos EUA pela Peace Bridge foi ok: eles perguntam tudo e mais um pouco, se estamos levando frutas, folhas, plantas, dinheiro e tudo o mais e depois nos mandam pra uma sala pra podermos pegar o visitor's pass que vale por 6 meses. Esperamos mais de uma hora e ainda tivemos que pagar mais dólares por pessoa. Achei que só o visto fosse o suficiente, mas me enganei.
Já a volta pro Canadá foi super tranquila, dois minutos, PR card em mãos e até minha mãe que tem visto de turista não foi problema algum pra reentrar no país.
O mais engraçado foi quando estávamos na salinha e quisemos ir no banheiro. Tinha que ir um por vez e a família só podia sair do recinto toda reunida. Então um saia do banheiro e ficava do lado de fora até que todos tivessem feito xixi e pudessem seguir pro estacionamento, juntos, de uma só vez.
Well, apesar de tudo acho que ainda é bem mais organizado que a Ponte da Amizade na fronteira do Brasil com o Paraguai (risos).



segunda-feira, setembro 07, 2009

O que é bom dura pouco

Já sabem do que estou falando né? Das férias alheias...rs
Chegaram ao fim, mamãe foi embora e deixou um vazio aqui em casa.
Faz parte. Escolhas que fazemos.
Estou meio saudosa e volto em breve com fotos e alto astral!

domingo, agosto 30, 2009

Curtindo as férias alheias

As férias alheias no caso são as férias da minha mãe, que está aqui há quase um mês e que infelizmente vai embora semana que vem.
Quando não estou trabalhando a gente aproveita pra passear, sair pra fazer compras, viajar e por isso o tempo anda meio escasso.
Preciso voltar com mais calma e contar como anda a vida, mas essa semana eu quero curtir cada segundo ao lado dela e não prometo que vou voltar enquanto ela estiver aqui.

quinta-feira, agosto 13, 2009

Indo pro trabalho de carro

Estou trabalhando! É muito bom poder dizer isso apenas dois meses depois de ter chegado aqui.
Melhor ainda é poder dizer que agora temos a carteira G e um carro, o que permite que eu vá trabalhar de carro ou que alguém me leve de carro para o consultório.
Como eu já disse o sistema de ônibus aqui funciona super bem, mas não tem como negar que um carro facilita muito a nossa vida.
Quanto ao emprego, tem sido bastante enriquecedor estar trabalhando na sua área de atuação, aprendendo os termos em inglês e ainda por cima, adquirindo a famosa experiência canadense.
Devagar estamos estabelecendo nossa rotina, o que é muito importante pra todos, principalmente para Olívia, que está super feliz e adaptada com os novos amiguinhos e com toda a liberdade de poder brincar no quintal e curtir o verão.

segunda-feira, agosto 03, 2009

Vejo flores em vocês


Só pra mudar o foco do polêmico post abaixo.


terça-feira, julho 28, 2009

Por que não gosto daqui?


Conforme prometido, seguem algumas considerações que tornam a vida aqui um pouco chata:

-Saudades...preciso dizer alguma coisa? Sinto, sim, muita falta da família, de estar com os amigos, de algumas comidas gostosas, de ter uma rotina.
-Verão fajuto: chove quase todo dia, mas não é chuva de verão no fim da tarde não. É um tempinho estranho e meio nublado, sem graça. Já peguei dias quentes aqui, mas chamar isso de verão é sacanagem.
-Faz muito frio. Isso é o que dizem e eu sei que é verdade. Estou só esperando o inverno chegar pra poder concluir se isso é chato mesmo ou se é possível ser feliz no inverno.
-Calor humano. Não posso reclamar pois estamos bem servidos no que se refere a amigos e brasileiros queridos que abraçam quando se encontram. Mas as pessoas daqui mesmo são distantes demais. Não espero que me beijem mesmo sem me conhecer, mas ao final de um curso de 3 semanas, poder dar um tchau mais afetuoso, algo além de um aperto de mão me parece de bom tom. Mas não aqui...
-Sou dentista mas não posso atuar. Eu já sabia de tudo isso antes mesmo de sair do Brasil e sempre achei um pouco paradoxal um país incentivar a imigração de profissionais qualificados uma vez que precisa desse tipo de mão de obra e quando chegamos aqui não podemos trabalhar. Tomara que isso mude um dia pra tornar a vida dos imigrantes um pouco mais fácil.
-As festas de aniversário em casas de festas duram apenas duas horas. As crianças amam, se divertem, mas é pouco.
-Tenho que lavar, passar, cozinhar, limpar a casa. É bem verdade que esses serviços por aqui são infinitamente mais fáceis de se realizar do que no Brasil. Aqui a gente encontra tudo o que é tipo de coisa pra facilitar sua vida, mas tem dias que tenho saudades da Antonia.
Como deu pra perceber, aqui também não é o paraiso. No fundo tudo gira em torno da saudade e eu acho que ficar traçando paralelos nem sempre é benéfico para quem os traça, já que aqui é um outro país, uma outra cultura.
Não quero bancar a pessimista, mas acho que vale a pena mostrar que nem tudo são flores. Vale lembrar também que essa é minha opinião pessoal. O que é bom pra mim pode não ser pra você e vice-versa.
Se lembrar de mais detalhes, coloco em outro post!

quinta-feira, julho 23, 2009

Maria Eduarda

Esse post é pra você, minha querida. Nasceu ontem, nossa (primeira) afilhada.
Gordinha, comprida. Jamais imaginei que minha amiga fosse gerar uma filha tão grande. Como disse pro meu compadre, ela já nasceu criada.
Ganhou da Olívia no peso, perdeu por pouco no tamanho.
Ela não é Duda. É Madu! Diferentemente linda!
Ontem, quando a Re se preparava pra entrar na sala de parto, graças à tecnologia, eu falava com ela via MSN pelo celular enquanto eu estava no ônibus voltando do curso. Preciso dizer que paguei o maior mico chorando no ônibus: de emoção, tristeza por não estar lá, alegria, tudo junto e misturado.
Tomara que você e Olívia sejam amigas, como eu e sua mamãe.
Aos que nascem e eu não tenho a oportunidade de ver logo de cara, costumo dizer: nunca te peguei mas já te amo tanto!
Com você não poderia ser diferente...amamos muito e desejamos uma vida linda pela frente!
Dinda, Dindo e Olívia

terça-feira, julho 21, 2009

Por que eu gosto daqui?

-Não tenho medo de assalto. Claro que aqui não é o paraiso, muita coisa errada acontece, mas não tem nem como se comparar a tensão que vivíamos no Rio ao sair de casa com o que sentimos aqui.
-Os ônibus são pontuais. Tem dias que eles passam alguns minutos mais cedo ou mais tarde, mas de modo geral é tudo bem previsível e dá pra se programar contando com o horário em que o ônibus vai passar.
-Moramos em casa com quintal. Nos primeiros dias eu ficava meio assustada por morar numa casa sem muros nem grades, mas pouco a pouco estou em acostumando e gostando disso. Olívia ama entrar e sair de casa. Temos que aproveitar enquanto é tempo, porque daqui a pouco chega o terrível inverno e tudo fica bem diferente por alguns longos meses.
-Tem uma igreja bem perto da minha casa e eu posso ir à pé à missa. Nunca morei tão perto de uma igreja. Além disso ela parece ser bem ativa, com uma programação legal da qual eu pretendo participar em breve.
-Conheci pessoas maravlihosas nesse curto espaço de tempo e a presença desses amigos com certeza faz com nossa adaptação seja mais tranquila e feliz.
-O community centre fica a duas quadras daqui, tem piscina aquecida e várias outras atividades para todas as idades, inclusive e especialmente no inverno. A biblioteca também fica assim pertinho e é maravilhoso poder pegar livros, revistas e DVDs. Tem pra todos os gostos, idades, sexos e o melhor, não custa nada!
-O shopping é logo ali também, tem várias lojas bacanas e uma coisa bem interessante: de manhã tem uma atividade dentro do shopping que chama Mall walkers, pra quem quer se exercitar e não ter a desculpa de que está nevando.
Escrevi de modo geral o que gosto daqui da região onde estou morando. À medida que for lembrando, acrescento mais coisas. A série "Do que não gosto daqui" também vai sair do forno em breve, mas hoje queria dar um ar mais positivo ao blog.

sexta-feira, julho 10, 2009

Dear Daughter

Hoje e' seu aniversa'rio! Que dia lindo voce ganhou de presente: sol, ce'u azul, quintal e grama verdinha pra voce correr.
Bem cedinho voce veio do seu quarto pra cama da mamae, sozinha, reconhecendo o caminho que traz voce ate' o aconchego de nosso abraco, quietinha. O raio de sol ja atravessava a nossa janela e iluminava ainda mais seu rosto lindo, cheio de vida no alto dos seus dois anos.
Com dois anos voce esta' recomecando a viver, longe dos nossos queridos, aprendendo outra lingua ainda que voce nem fale o portugues. E esta se saindo tao bem!
Mamae fica sempre pensando se estamos no caminho certo, se aqui voce sera' feliz, se aqui vai ser bom e seguro pra voce, mas pode ter certeza de que nosso objetivo principal e' proporcionar bem estar a voce. O que importa pra no's e' ve-a feliz e sauda'vel.
Quantas alegrias voce nos proporciona! Muitas preocupacoes tambem, 'e verdade, mas nada paga o preco do seu sorriso, do seu abraco, do seu beijo espontaneo fora de hora que enche meu coracao de orgulho e (ainda mais) amor.
Filha, Papai do ce'u abencoe sua caminhada, seus longos anos de vida. Estamos ao seu lado pra amparar, ensinar, cuidar.
Que n'os tenhamos um ano feliz, cheio de descobertas e amor, muito amor!
Amo voce, filha querida.

terça-feira, julho 07, 2009

1 mes e 1 dia

Passa rapido mesmo...ontem fez um mes que chegamos aqui e eu mal tive tempo de postar e fazer o balanco. Peco desculpas pelo teclado sem acento, mas estou no curso Job Finding Club e nao sei configurar esse teclado.
A mudanca foi bem tranquila, levamos as coisas aos poucos e por fim ainda tivemos a chnace de participar da comemoracao do Dia do Canada. Encontramos nossos amigos do Tudo ao mesmo tempo, comemos pizza e ficamos assistindo os fogos na calcada.
Quando a comemoracao acabou, cada um pegou sua cadeirinha e foi embora, menos nos, que ainda ficamos sentados na rua batendo papo ate cansar. Olivia acabou dormindo no meu colo de tao cansada que estava.
Agora a rotina parece que esta tomando forma de verdade e isso e bom, mas por outro lado as vezes bate um certo medo, me pergunto se de fato fizemos a coisa certa. Falo disso num outro post.
Nesse mes posso garantir que nao me arrependi de nada. Conheci muita gente nova (muitos brasileiros e' verdade), os canadenses sao meio distantes mas ainda e' cedo pra tirar qualquer conclusao. Mudamos pra nossa casa e eu estou achando super estranho morar em uma casa terrea depois de anos e anos morando em apartamento. Me sinto meio insegura ainda, mas sei que logo me acostumo.
Nesse primeiro mes sentimos de fato que imigrar nao e' pra qualquer um: carregar compra de supermercado no onibus, demorar 2 horas pra chegar num lugar, voltar a noite e ainda ter que caminhar ou ter que depender da carona de amigos nem sempre e' facil. Fora que quando conseguimos uma carona temos que levar o car seat da Olivia a tiracolo o que torna tudo ainda mais complicado.
Outro dia alugamos um carro e tivemos que ir ao aeroporto buscar, de onibus, com a Olivia no colo dormindo e o car seat sendo carregado pelo Dory. Nem sempre e' engracada essa vida de imigrante.
Tiramos nossa carteira G1 e esse fato merece um post a parte tb. E' quase uma novela.
Tem dias que desanima um pouco pensar no recomeco. Da saudade da zona de conforto, da comida da vo, dos papos com as primas, da familia, da irma, mamae, cunhado, amigas. Chega a doer.
Por outro lado nao tenho mais medo de andar de carro e parar num farol a noite, minha filha brinca pelas ruas do condominio livremente (sob nossa supervisao, claro) e essa sensacao de seguranca nao tem preco.
Como eu sempre digo, pagamos um preco alto por estarmos aqui. Tem dia de choro, dia de medo, dia de alegria e o tempo vai dizer se estamos no caminho certo.

terça-feira, junho 30, 2009

Estamos de mudança

Amanhã vamos mudar pra nossa casa. Mal posso esperar!

Em pouco menos de um mês já juntamos muitas coisas e até colocar tudo no lugar vai levar um certo tempo.

Compramos algumas coisas básicas, faltam muitas outras mas aos poucos a gente chega lá. Tem momentos que sinto saudade da minha vidinha do passado, casa prontinha, tudo no lugar. Depois penso que é gostoso comprar tudo novo, deixar a casa com a nossa cara.

Sei que tudo é questão de tempo. Ficaremos desconectados por alguns dias, mas em breve eu volto com novidades.

sexta-feira, junho 26, 2009

Enquanto isso...

Estamos tentando curtir o que a cidade tem a nos oferecer e o verão que está super quente. As pessoas saem nas ruas, cuidam dos jardins, ficam felizes. Dizem que no inverno tudo é bem diferente.
Semana que vem iremos nos mudar pra nossa casinha. Acho que a partir daí poderemos estabelecer uma rotina um pouco mais organizada. Estamos bem acomodados, mas nada como poder colocar as roupas nos armários, morar num lugar com cara de casa.
Muita coisa já foi resolvida, já tiramos alguns documentos e semana que vem faremos a prova para a carteira de motorista. Esse assunto merece um post à parte.
Fizemos o self-assessment test e dia 13 de julho começaremos as aulas de inglês. Nossa pequena deverá ir pro day care da escola em que estudaremos.
Nossa maior preocupação é o bem-estar dela. Tem dias que acho que ela está meio de saco cheio de morar num basement, então a gente tenta sair de casa, ir aos parques da cidade pra ela gastar toda a energia acumulada.
Uma dia vamos na biblioteca, outro na piscina de um centro comunitário da cidade. Ela se delicia.
A estrutura é mesmo impressionante se compararmos com o Brasil: muitos livros sendo oferecidos, onde vovê pode retirar por 3 semanas e devolver em qualquer biblioteca da cidade. A renovação pode ser feita pela internet caso haja disponibilidade. Além disso podemos retirar por uma semana DVDs e revistas. Acho isso fantástico.
Hoje foi dia de piscina: em horário determinado é só chegar lá, pagar e usfruir de piscinas limpinhas. Tem muita criança e muito idoso. Parece que ser velhinho por aqui nao 'e um problema. Eles tem acesso a tudo, nadam, fazem exerc'cios. Bem legal.
Ah, e caso voce esqueca de trazer seu saco plastico para colocar seu maio molhado depois de nadar, nao tem problema. Dentro dos vestiarios tem uma mini centrifuga onde voce coloca as pecas molhadas e elas saem "torcidas" sem ficar pingando agua.

domingo, junho 21, 2009

Plano de saúde e visita ao médico

Semana passada fui surpreendida com um email numa lista de discussão que participo dizendo que o plano que eu havia contratado pelos 3 primeiros meses não se aplicava ao meu caso. Explico: Quando eu preenchi meus dados na internet para adquirir o plano, coloquei Brasil como meu país de residência. Assim a apólice diz que eu estaria coberta pelo plano em qualquer lugar do mundo menos no Brasil.

Por mim, tudo bem, porque no Brasil eu mantive um plano privado pra mim e minha família e é pra lá que quero ser enviada no caso de alguma situação mais grave, pelo menos até nós não estarmos cobertos pela saúde pública da província em que moramos.

A dúvida era: no caso de sermos residentes permanentes aqui, nosso país de residência seria o Canadá e assim, o plano não se aplicaria a nós. Passei a noite sem dormir direito pensando se deveria cancelar o plano contratado e contratar outro. Mandei email, e nada de respota. Telefonei, mas o escritório era na Austrália e estava fechado no horário que liguei. Mobilizei alguns amigos do Brasil pra me ajudarem a entender a apólice.

No dia segiunte consegui falar com eles e a moça que me atendeu disse que eu estaria coberta sim, desde que pudese se repatriada ao Brasil no caso de algo mais sério e que lá seria atendida pelo meu plano particular.

Fiquei aliviada.

Qual não foi minha surpresa, no dia seguinte amanheço com uma vontade louca de fazer xixi. Fiz xixi e a vontade não passava, dóia e incomodava muito.

Suspeitei: cistite!

E agora? Como vou comprar antibiótico? Só indo ao médico...

E assim foi. Saí daqui de casa e fui caminhando com a família até uma walk-in clinic, paguei 50 dólares pela consulta que será reembolsada pelo plano, peguei a receita e fui à farmácia comprar meus 14 comprimidos de antibióticos.

Já estou 100% boa, não sinto mais nada, mas estou tomando os remédios direitinho.

Espero que a hora que eu solicitar o reembolso, tudo dê certo e eles não criem caso com o meu país de residência.

Fica aqui o alerta: leiam direitinho o contrato. Outra coisa que eu acho que talvez valha a pena é contratar um plano daqui do Canadá mesmo, assim ou você não paga a consulta ou o reembolso vem diretamente pra você aqui e não pro Brasil, onde teoriamente seria meu país de residência.

quinta-feira, junho 18, 2009

Ainda sobre os amigos

Falei que ter amigos aqui fez toda diferença nos nossos primeiros dias, mas não poderia deixar de mencionar os amigos de longa data e a família que deixei no Brasil. Como fazem falta!
Fiquei pensando nisso desde que saí de lá há quase duas semanas: como meus amigos e minha família foram importantes nesse momento de partida: cada um a sua maneira demosntrando carinho, incentivando com palavras, cartinhas ou mesmo no silêncio, com apenas um olhar.
Um tio veio de longe com sua família só pra dar tchau. Chegou e foi embora no mesmo dia. Veio a madrinha, a amiga mais chegada e a não tão chegada assim, o primo que mora fora do Brasil e estava de passeio também quis dar um abraço. A minha querida avó que chora só de olhar pra você. Ai que dor dar tchau pra ela! Minha tia escreveu uma carta, coisa rara, e disse que sou a sobrinha preferida (confissões de última hora). Minha prima-irmã fez uma retrospectiva de nossa vida e eu ria e chorava ao ler. Teve até quem preferiu não ligar pra dar tchau pra não chorar e eu achei melhor assim. Mas por fim, ela ligou e eu chorei do mesmo jeito.
Foi bom rever todo mundo ou ao menos falar com as pessoas, saber que estavam nos apoiando.
Como me senti amada nesses dias!
Hoje estou aqui mas sei que de longe todos torcem por nós, que todos estão perto, dentro do meu coração. Que posso ligar ou gritar que se preciso for alguem vem correndo me acudir.
No aeroporto, só minha irmã (grávida de uma menina), minha mãe e meus compadres (só soube disso quando já estava aqui. Quiseram me poupar de mais uma forte emoção. Chorei do mesmo jeito quando soube que vou ser a dinda da Maria Eduarda). Liberei a ida deles no último dia.
Meu cunhado não chegou a tempo, culpa do trânsito paulistano. Como chorei em cada abraço, como amo cada um de vocês!

terça-feira, junho 16, 2009

Amigos que fazem a diferença

Todos sabem que imigrar é recomeçar a viver: não temos crédito, não conhecemos o gerente do banco, nossa habilitação vence em dois meses, não temos casa, carro, emprego.
Graças a Deus pelo menos conhecemos muita gente. Antes eram amigos "virtuais", mas agora são reais e verdadeiros, no mesmo barco que a gente. Alguns mais experientes por estarem aqui a mais tempo, outros descobrindo as coisas agora, dando dicas, dando forças.

Isso faz toda a diferença ao recém-chegado, longe da família e das raíze. Desde que chegamos aqui, não paramos em casa. Cada dia é um que liga pra saber se está tudo bem, se estamos precisando de alguma coisa, se queremos uma carona pra ir ao mercado. Um leva a gente comprar celular, o outro leva a gente pra conhecer um parque na cidade. É bom demais. Não dá tempo de ficar triste. E quando a gente fica, é só ligar que sempre terá alguém pronto pra te ouvir e incentivar.
Como alugamos carro, pudemos ir nos familiarizando com a cidade. Quarta jantamos na casa de uma família querida, sexta no encontramos para uma reunião de oração e bate papo, sábado fomos pra Norht York rever os amigos cariocas recém-chegados e domingo passamos o dia com a família Tudo ao mesmo tempo. Foi um dia super agradável, as crianças se entenderam muito bem e brincaram o dia inteiro. Foi um fim de semana e tanto.
Tava sentindo falta de ficar em casa...
Opa, que casa?
No basement da Lucy. É uma delícia...

terça-feira, junho 09, 2009

Updates




Eu sempre lia quem chegava aqui dizer que o tempo passava muito rápido por conta da quantidade de coisas que temos que fazer nos primeiros dias. Desculpe ser cansativa, mas confirmo o fato: parece que estou aqui há pelo menos um mês.

Deixa eu voltar um pouquinho e contar sobre a saída do Brasil e a chegada aqui no Canadá.

Como era de se esperar, a despedida não foi nada fácil. Cada dia vinha alguma amiga, prima, tia ou um pouco de tudo isso junto lá na casa da minha mãe pra ver a gente, dar um beijo e deixar uma cartinha que eu nem abria pra não me acabar em lágrimas. Foi uma semana sofrida e angustiante que eu queria que passasse logo e que ao mesmo tempo eu não queria que acabasse nunca. Eu me perguntava: por que fui inventar de morar no Canadá?

O grande dia chegou e em meio a muitas lágrimas, me despedi. Eu sofria de imaginar que minha família estaria sofrendo. Não dá pra dizer ao certo o que eu senti.

O voo foi tranquilo e vez ou outra eu me dava conta de que era real e dava vontade de parar o filme pra eu sair de cena.

Olívia dormiu praticamente a viagem toda e só acordou na hora de tomar o café da manhã.

Ao chegarmos na imigração, tudo correu bem, não olharam nada sobre a quantia que estávamos trazendo. Apenas perguntaram e não precisei mostrar nada.

Pegar as malas foi um caso a parte já que não tinha nenhum carregador disponível pra nos ajudar e éramos apenas dois pra carregar uma criança, 9 malas e um carrinho. Foi uma maratona. Puxa mala daqui, espera dali, traz o carrinho, volta pra pegar a mala e minha pequena chorando, com sono, sem entender nada do que se passava.

Quando finalmente saímos da área de desembarque, amigos queridos nos esperavam. Isso fez toda a diferença. Sentimo-nos acolhidos por pessoas que já passaram por isso e que apesar de não nos conhecerem pessoalmente, acordaram cedinho numa manhã de sábado para tornar a nossa chegada mais feliz e menos traumática. Agradeço a Deus por isso.

Mais detalhes num próximo post senão ninguém mais le de tão cansativo que fica.

domingo, junho 07, 2009

Here we are!

Chegamos! Preciso detalhar tudo, contar sobre a despedida, o voo, a chegada, mas estou super cansada.
Só queria avisar que deu tudo certo e estamos felizes, apesar da choradeira.
O pessoal que nos recebeu aqui é sensacional.
Prometo que amanhã eu volto com fatos e fotos.
Preciso dormir pra me recompor.
See you!

sexta-feira, junho 05, 2009

Marcador zerado

Chegou a hora! Estamos correndo pra deixar tudo pronto. Embarcaremos dentro de algumas horas.
Não sei nem dizer o que estou sentindo. É muita emoção misturada, muitas perguntas, medos, ansiedade, um pouco de tudo.
Prometo que dentro em breve volto pra contar como tudo aconteceu.
Peço orações de todos que leem esse blog pra que nosso recomeço seja muito positivo e valioso!
Até amanhã, direto de Mississauga!

sexta-feira, maio 29, 2009

Fechando um ciclo

Essa semana foi corrida e atribulada, como era de se esperar.
Ver minha casa ficando vazia aos poucos foi estranho e até Olívia, no alto dos seus dois anos, estava ligeiramente estressada e, por que não dizer triste, ao ver aquele lugar que foi seu lar e sua referência de segurança, tão impessoal.
Eu e ela viemos pra São Paulo na quinta de manhã, passar a nossa última semana com minha família antes de partir. Dory vem sábado com as malas.
Foi difícil a despedida da família do Rio. Foi difícil vê-los tristes com a nossa partida. É difícil sofrer e fazer sofrer.
Eu costumo brincar que ter ido morar no Rio foi meu cursinho pré-vestibular. Foram quatro anos de preparação, vivendo longe da minha família, aprendendo a lidar com as despedidas e a conviver com a saudade. Agora a prova se aproxima. Quero ser aprovada!
Esse ciclo acabou. Fechou-se. Está encerrado. Outros começarão e muitos outros também acabarão. É a vida que segue sua dinâmica. É a vida que ensina, que faz chorar mas que também traz tantas alegrias, pessoas, ocasiões.
O ciclo se fechou. Um outro, novinho, está se abrindo...

domingo, maio 24, 2009

Era uma casa muito engraçada


Era não, é. A casa em questão é a nossa. Armários vazios, geladeira desligada e vendida, quarto da Olívia desativado. Casa de mãe, sogra, avó acabou virando um mini depósito de coisas que não vão com a gente por enquanto ou que talvez nunca irão, mas que também são preciosas demais para serem jogadas fora. Pouco a pouco as coisas estão indo embora. É estranho, tem horas que da um apertozinho no peito, mas por outro lado da um alívio pensar que tudo está se resolvendo.
A gente pratica o desapego dia a dia. Doamos um monte de coisas ao orfanato, brinquedos, roupas, banheira de bebê. Isso faz bem ao coração. Algumas outras foram vendidas.É estranho estar num lugar que não é mais a sua casa e está ficando cada dia mais impessoal. Até terça-feira temos nossa cama, mas a partir daí já vamos dormir num colchão no chão, estilo acampamento. Olívia vai adorar.
Pra falar a verdade, cada vez que tirávamos algo do quarto dela, ela chorava. Passamos a fazer isso quando ela estava dormindo e ela nem sentiu tanto. Acho que no fundo ela sabe que tem mudança à vista.
Esse texto da Martha Medeiros é bem conhecido, mas eu acho legal deixar aqui, registrado, assim eu mesma posso lê-lo cada vez que der vontade de chorar pelas minhas coisas que já se foram.
Vende-se Tudo
Martha Medeiros
No mural do colégio da minha filha encontrei um cartaz escrito por uma mãe, avisando que estava vendendo tudo o que ela tinha em casa, pois a família voltaria a morar nos Estados Unidos.
O cartaz dava o endereço do bazar e o horário de atendimento. Uma outra mãe, ao meu lado, comentou:- Que coisa triste ter que vender tudo que se tem.
- Não é não, respondi, já passei por isso e é uma lição de vida.Morei uma época no Chile e, na hora de voltar ao Brasil, trouxe comigo apenas umas poucas gravuras, uns livros e uns tapetes. O resto vendi tudo, e por tudo entenda-se: fogão, camas, louça, liquidificador, sala de jantar, aparelho de som, tudo o que compõe uma casa.
Como eu não conhecia muita gente na cidade, meu marido anunciou o bazar no seu local de trabalho e esperamos sentados que alguém aparecesse. Sentados no chão. O sofá foi o primeiro que se foi. Às vezes o interfone tocava às 11 da noite e era alguém que tinha ouvido comentar que ali estava se vendendo uma estante.
Eu convidava pra subir e em dez minutos negociávamos um belo desconto. Além disso, eu sempre dava um abridor de vinho ou um saleiro de brinde, e lá se iam meus móveis e minhas bugigangas. Um troço maluco: estranhos entravam na minha casa e desfalcavam o meu lar, que a cada dia ficava mais nu, mais sem alma .No penúltimo dia, ficamos só com o colchão no chão, a geladeira e a tevê. No último, só com o colchão, que o zelador comprou e, compreensivo, topou esperar a gente ir embora antes de buscar. Ganhou de brinde os travesseiros.Guardo esses últimos dias no Chile como o momento da minha vida em que aprendi a irrelevância de quase tudo o que é material. Nunca mais me apeguei a nada que não tivesse valor afetivo. Deixei de lado o zelo excessivo por coisas que foram feitas apenas para se usar, e não para se amar.
Hoje me desfaço com facilidade de objetos, enquanto que torna-se cada vez mais difícil me afastar de pessoas que são ou foram importantes, não importa o tempo que estiveram presentes na minha vida... Desejo para essa mulher que está vendendo suas coisas para voltar aos Estados Unidos a mesma emoção que tive na minha última noite no Chile . Dormimos no mesmo colchão, eu, meu marido e minha filha, que na época tinha 2 anos de idade. As roupas já estavam guardadas nas malas. Fazia muito frio.Ao acordarmos, uma vizinha simpática nos ofereceu o café da manhã, já que não tínhamos nem uma xícara em casa. Fomos embora carregando apenas o que havíamos vivido, levando as emoções todas: nenhuma recordação foi vendida ou entregue como brinde. Não pagamos excesso de bagagem e chegamos aqui com outro tipo de leveza.... E só possuímos na vida o que dela pudermos levar ao partir, é melhor refletir e começar a trabalhar o desapego já!

domingo, maio 17, 2009

O frio na barriga

É... inevitavelmente ele chegou. E já tem um tempo.
Geralmente ele se acentua a noite. Durante o dia eu encaro tudo mais numa boa, mas quando chega a hora de dormir, os pensamentos vão longe. O que parecia distante fica cada dia mais próximo e a data do embarque está chegando.
Tem horas que bate um ligeiro desepero. Dá vontade de sair correndo.
Eu sei que estamos no caminho certo, mas é impossível não pensar que o grande dia se aproxima.

domingo, maio 10, 2009

Para minha mãe


Como ouvimos hoje na missa:

"Eu tenho tanto pra te falar
Mas com palavras não sei dizer
Como é grande o meu amor por você"

Você é meu exemplo de vida.
Te amo muito!

terça-feira, maio 05, 2009

Mais uma página virada


A um mês de nosso embarque, ainda temos muito pra fazer, mas tudo está caminhando dentro do programado.
Mais uma página foi virada nesse história rumo ao Canadá: Dory saiu do emprego. Ele havia avisado sobre os planos de mudança em fevereiro e graças a Deus conseguiu um acordo no trabalho para que fosse demitido.
Dia 30 de abril foi o último dia dele no trabalho e desde então ele está em casa, sem emprego, mas não sem trabalho (porque o que não falta é coisa pra ser feita).
Tudo está se encaixando, como tem sido desde sempre. Dá um certo pavor pensar que estamos sem uma fonte de renda, mas temos muita fé de que isso será apenas um estágio temporário de nossas vidas.
Apesar das dificuldades que imaginamos que encontraremos por lá, pretendemos trabalhar o quanto antes, que é o que todo imigrante sonha.
Em breve pretendo escrever outro post falando sobre isso. Como nossas profissões requerem validação de diploma, nosso caminho será, diríamos, um pouquinho mais árduo. Mas estamos dispostos a recomeçar.
As mangas já estão arregaçadas!

quarta-feira, abril 29, 2009

Falta pouco

Hoje me dei conta que o o dia do embarque realmente está chegando. Claro que a gente pensa nisso todo santo dia, mas ao receber um convite para um festinha de aniversário que coincidentemente será no dia da nossa partida, pude perceber que falta muito pouco mesmo pra entrarmos no avião.

A ficha está caindo....

terça-feira, abril 28, 2009

Unanimidade

Obrigada pela participação de todos os que deixaram um comentário no post anterior.
O Sai da tua terra continua assim, com o mesmo nome.
Vou providenciar algumas mudanças no blog de modo geral, mas o nome continua o mesmo!

E aqui vamos nós, para a terra que o Senhor nos mostrou.

terça-feira, abril 21, 2009

Novo blog (?)

Entre as mil coisas que estão na minha lista de afazeres, uma delas não sai da minha cabeça.
E como não consegui chegar a nenhuma conclusão, peço ajuda dos meus caros leitores: o blog deve mudar junto com a gente? Ou seja, assim que pisarmos no Canadá, devemos ter um novo blog que conte sobre nossa vida lá ou devemos continuar com o mesmo blog?
Ficar com o Sai da tua terra é prático e eu gosto do nome, mas acho que não vai mais fazer sentido, já que na ocasião teremos saído da nossa terra.
Não consigo pensar num outro nome para nosso próximo blog caso ele venha existir.
Então, peço a opinião de vocês e quem quiser pode até sugerir um novo nome!
Estou esperando!

terça-feira, abril 14, 2009

O dia dela


Hoje foi aniversário da minha avó: a única que eu tenho! Os outros já se foram e ela continua firme e forte, reclamando um pouquinho, com uma dor aqui e outra ali, mas com um pique de dar inveja.

Sempre que eu vou pra minha cidade, ela já deixa a sopinha da Olívia pronta, fica com ela se eu preciso sair umas horinhas, tem uma paciência de Jó e a palavra certa pra cada ocasião. É discreta e humilde que chega a irritar, serve a todos mas detesta ser servida, não sabe dar ordens, prefere fazer.
Ela é linda e não por acaso, é xará da minha filha. Ou quase: chama-se Oliva, imigrante italiana fugida da guerra.

Estamos agora fazendo o caminho inverso. Ela nem sabe o quanto eu sigo seus exemplos. Mas ela sabe o quanto é amada. Muito!

quarta-feira, abril 08, 2009

Tirando o pó


Nossa, abandonei o blog! A desculpa é aquela de sempre: tempo (ou a falta dele).
Quem já imigrou sabe do que estou falando: pendências, documentos, traduções, médicos, vendas, compras. Enfim, a lista de coisas pra fazer não tem fim!

Bom, vamos lá: vendemos o apartamento. Anunciamos apenas aqui no prédio mesmo e em menos de uma semana fechamos negócio. Foi tudo melhor do que esperávamos: a compradora deu o preço que estávamos pedindo, 90 dias para sairmos (vai praticamente coincidir com nosso embarque) e ainda resolveu comprar alguns ítens de nosso apartamento como ar condicionado e máquina de lavar roupa. Perfeito! Claro que a mão de Deus só pode estar presente em tudo isso.

Estamos agora providenciando a venda de outros pertences e praticando o desapego a cada objeto que se vai. Algumas coisas que vendemos já estão sendo levadas por terem pouca utilidade. Outras já foram vendidas e ainda estão aqui em casa, sendo usadas diariamente, como o fogão e a TV. Não dá pra ficar sem eles...

Fora isso, estou mais na ponte aérea do que nunca: tive que ir pra SP requerer meus históricos da faculdade e da pós-graduação, mandei numa tradutora juramentada e enviei para o WES para ter a eqûivalência canadense. Não sei ainda se irei fazer mestrado no Canadá, então achei prudente ter essa documentação em mãos caso venha precisar dela. Tudo isso leva tempo e dinheiro. De quebra aproveito para curtir minha família e ver os amigos enquanto estou na capital paulista.

Nesse meio-tempo, minha irmã tirou férias e eu, Olívia, ela e minha mãe passamos uma semana num hotel decansando e curtindo o ócio. Viagem de descanso e de despedida. Consegui me desligar do mundo e das pendências por uma semana. Foi ótimo!

Agora estou de volta ao mundo real, dando ritmo na correria. Temos menos de dois meses pela frente e o tempo está passando rápido demais.

sexta-feira, março 06, 2009

Revelações e Reações


Pouco a pouco as pessoas que convivem conosco estão sabendo da mudança que está prestes a ocorrer.
Eu já chego falando que temos uma novidade e sempre espero uma reação meio estranha, algum palpite maldoso, alguma projeção, alguma palavra que tente me convencer de que estou no caminho errado.
Porém, para minha surpresa, a grande maioria das pessoas reage super bem. Falam que estamos certos, que será excelente pra Olívia, que a qualidade de vida é ótima, que no Brasil não dá mais e tal.
Claro que perguntam se já temos emprego, o que vamos fazer lá, como surgiu a ideia e um ou outro fala, sim, que somos loucos, que lá é muito frio, que largar tudo em tempos de crise é maluquice e etc.
A grande maioria, contudo, dá força, diz que conhece alguém que foi e não voltou, ou voltou mas amou.
Enfim, fiquei positivamente surpresa com a reação das pessoas, mas infelizmente pude perceber como a grande maioria anda insatisfeita com a situação de nossa pátria amada!

sexta-feira, fevereiro 27, 2009

Rapidinhas do Carnaval

*Fomos buscar minha irmã e cunhado no Galeão no sábado as sete e pouco da manhã e ficamos parados na Linha Vermelha. Motivo: via fechado por causa de tiroteio. Além do trânsito do Carnaval, muitos carros na rua, teve arrastão e já viu. Salve-se quem puder! Graças a Deus nada de mais grava aconteceu conosco. Tem gente que diz que a gente se acostuma com a violência. Eu jamais me acostumarei!

*Dias quentes de muito sol e praia, curtimos a presença da família perto de nós, piscina e alguns blocs de rua. Foi divertido e animado, sem confusão, na medida certa pra quem tem uma filha pequena. Não sou fã número um de carnaval (já fui muito!), mas acho que vou sentir saudades.

*Muita sujeira nas ruas por onde os blocos passaram, falta de organização e cidadania.

*Milhões de coisas pra organizar e aquela sensação de não saber por onde começar. A contagem regressiva já começou e em junho o Canadá recebe mais uma família de imigrantes. Falta muito pouco...

quinta-feira, fevereiro 19, 2009

Gringos in Rio

Carnaval chegando e a cidade está mais cheia de gringos do que o habitual. Ontem peguei o metrô e na hora de pegar o ônibus de integração ajudei dois turistas que estavam meio perdidos. Eles queriam ir pra praia de Ipanema, que era pra onde eu estava indo também (não pra praia, pro bairro).
Ele era da Escócia e ela era da Austrália. Ele queria de todo jeito falar português comigo, mas na verdade eu não entendia nada do português dele e o inglês tinha um sotaque fortíssimo. Além do que ele fazia algumas perguntas e depois dizia gracias como se estivesse agradecendo em nossa língua. Tadinho!
Logo que entramos no ônibus, ela me perguntou qual era a diferença de ficar na parte da frente ou de trás. Não sabia que pra sair do ônibus era necessário passar pelo cobrador.
Quando passamos pela praia de Copacabana eles ficaram admirados com a paisagem, que é linda mesmo e com o sol e o céu azul, ficou perfeita.
Ele me perguntou quanto costuma-se pagar pelo aluguel das cadeiras e guarda-sol pois os donos das barracas costumam cobrar um valor um pouco alto quando percebem que são turistas. Segundo ele me disse, por volta de R$30,00!!!!
Chegando no nosso destino, que por coincidência era o mesmo, eles me agradeceram pela ajuda e foram curtir a praia.
Recomendei que cuidassem dos pertences e aproveitassem o dia.
Foi legal ajudar os gringos que circulam por aqui, mesmo porque sempre somos ajudados quando visitamos outros países. E de quebra pratiquei um pouco de inglês pra ver se desenferruja.

sábado, fevereiro 14, 2009

Meme

A Denise deixou um comentário em meu blog dizendo que havia me indicado para a brincadeira. Demorei, mas aqui estou.
As regras são as seguintes e devem estar escritas na postagem:
1- Linkar a pessoa que te indicou (Denise do Sweet Canadian Life )
2-Contar seis coisas aleatórias sobre você
3-Indicar mais seis pessoas e colocar os links no final do post
4-Deixar a pessoa saber que você a indicou, deixando um comentário para ela
5-Deixar os indicados saberem quando você publicar seu post

1) Sou perfeccionista e tenho mania de limpeza. Ultimamente tenho me controlado pra ser um pouco mais "light"em relação a isso. Tenho me cobrado menos no que diz respeito a organização da casa e está funcionando.

2) Tive endometriose, sofri cólicas horríveis ao longo da vida, fiz duas videolaparoscopias para dar um fim no problema e os médicos diziam que eu teria muita dificuldade pra engravidar. Ao menor sinal de atraso, o teste de farmácia provou o contrário e Olívia está aí pra contar a história.

3) Adoro artesanato e se pudesse viveria disso. Já fiz de tudo: biscuit, patchwork, pintura a óleo, ponto cruz, pintura country em madeira e pretendo continuar inventando moda.

4) Herdei o cadermo de receitas da minha avó que cozinhava divinamente bem. Ela deixou uma dedicatória pra mim no caderno dela. Preciso resgatar essa relíquia na casa da minha mãe e colocar em prática as maravilhas que lá estão.

5) Sempre quis morar fora do Brasil. Fiz intercâmbio nos EUA. Chegamos a pensar em passar uma temporada em Portugal, já cogitamos ir pra Austrália, e finalmente decidimos ir pro Canadá. Falta pouco pra isso acontecer!

6) Eu odiava ser fotografada quando era criança e hoje em dia fotografo tudo. Até gostaria muito de fazer um curso pra fazer umas fotos bem bacanas.

Vou indicar Andrea, Camila, Silvia, Raquel, Carla e Eliane para a brincadeira.


sexta-feira, janeiro 30, 2009

Fim do processo...

...ou começo!

Ontem finalmente pudemos ver a "cara" dos nossos vistos e considero que esse seja o fim da primeira parte do processo.
A segunda parte está apenas começando e creio que deva ser bem mais trabalhosa, porém mais dinâmica.
Agradeço a Deus por termos chegado até aqui, as coisas vão se encaixando e a gente sente que está na direção que Ele nos deu.
Agradeço ao apoio dos familiares e amigos, de modo especial à minha mãe, que é uma incentivadora fiel, mesmo sabendo que não será fácil estar longe de nós. Amo-te!
Obrigada aos grupos de amigos virtuais que acabam se tornando reais e que dão aquela força nos momentos de sentimentos ambíguos e aos leitores do blog que sempre se manifestam de modo carinhoso.
Ao marido que entrou nesse barco comigo e não me deixou desitir mesmo nas horas mais difíceis. Deus plantou esse sonho em nossos corações separadamente e deu um jeito de nos unir em algum momento dessa vida pra que, juntos, pudéssemos concretizá-lo. Como é grande o meu amor por você!
À Olívia, a quem, por motivos óbvios, não foi dada a chance de escolha: tudo isso é pra/por você filha amada.
Um futuro brilhante pra nós!

quarta-feira, janeiro 28, 2009

Família vende tudo

Em breve vai entrar no ar o Família vende tudo, o blog que criamos para ajudar nas nossas vendas.
Ainda está com acesso restrito porque tem poucas coisas postadas, mas em breve eu libero pra vocês me ajudarem a divulgar.
Posso fazer uma confissão? Tá sendo difícil me desfazer das minhas coisas...

quinta-feira, janeiro 08, 2009

Os Reis Magos


Das figuras bíblicas mais intimamente ligadas à tradição religiosa do povo destacam-se os Reis Magos. Melchior, Gaspar e Baltazar foram citados pelos profetas do Velho Testamento, que profetizavam a homenagem dos Reis ao humilde filho de Davi que deveria nascer em Belém.


No presépio encontramos apenas os animais e os pastores e, inspirados pelo Espírito Santo, os reis, que curvaram-se diante do filho do carpinteiro de Nazaré e depositaram, ao pé da mangedoura que lhe servia de berço, os presentes: ouro, incenso e mirra, isto é prendas que simbolizavam a realeza, a divindade e a imortalidade do novo Rei.


A festa da Epifania é comemorada no dia 06 de janeiro, mas só recebemos nossos presentes hoje, dois dias depois do dia dos Reis: chegou o pedido dos passaportes! Agora tudo é ainda mais real e os planos vão tomando forma e cor.

Em breve, maiores detalhes dessa novela da vida real.

quarta-feira, dezembro 31, 2008

"Esse ano....

...eu quero paz em meu coração."

Paz para bem educar minha filha, para me dedicar à minha família, para tomar minhas decisões, para ouvir mais e falar menos. Paz que acalma, que faz silenciar, que faz seguir adiante apesar dos medos.
Paz para sentir-me bem com meu corpo, para cuidar mais da minha alma, para estar mais em contato com Deus.
Paz para o mundo, para os que sofrem. Para quem passa por aqui, para quem vai e para quem fica: PAZ!

quinta-feira, dezembro 11, 2008

Um pouco de tudo

* Dia 9 de dezembro foi meu aniversário. Tive um dia lindo e feliz, com um sol maravilhoso. Na hora de cantar parabéns eu disse que ano que vem meu aniversário será comemorado na neve, ou menos com frio. Alguns deram risada, outros só me olharam, mas não senti muita felicidade no ar não. A família já sabe dos nossos planos, o que não significa que aprovam nossa decisão (salvo raras excessões).

* Minha filhota tá doentinha, com uma baita tosse e minhas noites tem sido longas e mal dormidas. Espero que logo ela melhore. Como dói na gente ver um bebê caidinho, sem aquela energia e disposição. Uma coisa é certa: tô enchendo ela de mimos e beijos!

* Hoje estava batendo papo com uns amigos no MSN: me disseram que sou maluca e aventureira por estar nesse processo e não entendem o motivo de eu querer ir morar fora. Nem eu sei o motivo, não tem um motivo. A verdade é que eu falo que quero morar fora do Brasil faz tempo e quando conheci meu marido, ele tinha os mesmos sentimentos, ou seja, juntou a fome com a vontade de comer...
Também não entendem como pode minha mãe me apoiar e dar forças pra que eu vá embora. Se soubessem como a força que ela me dá me impulsiona!

* Natal está chegando e mais que presentes, queria que o mundo fosse mais humano e justo. Já que não posso mudar o mundo, faço o pouco que posso e peço a Deus que nos ilumine em nossa caminhada na realização de um sonho antigo. Que possamos fazer sempre a sua vontade e contar com sua graça.

* Como mostra o marcador do blog, hoje faz dois anos que demos abertura em nosso processo. Como segurei a ansiedade até aqui? Deixei a vida correr paralelamente, sem mudar muito o curso das coisas em detrimento do projeto Canadá. Engravidei, reformei um apartamento, mudei 10 dias antes de minha filha nascer, dei à luz, Olívia fez um ano e quem sabe agora o visto sai. Vida que segue...

terça-feira, dezembro 02, 2008

Sobre os exames....

Mandei o fax para o consultório hoje e entrei em contato com o médico para saber o que havia acontecido.
Ele me disse que o formulário da Olívia ele mandou, mas que não deve ter anexado o tal formulário Section B que é o que está sendo pedido.
Pediu desculpas e disse que iria enviar essa semana. Perguntou-me quando nós iríamos pro Canadá e eu disse que assim que os exames forem liberados e eles emitriem nosso visto (mas pensei: assim que o senhor enviar o que já deveria ter sido enviado...).
Oh, well...mais uns dias de espera.

segunda-feira, dezembro 01, 2008

Rir pra não chorar

Hoje chegou uma carta do consulado e eu estava feliz da vida achando que era o pedido dos passaportes e quando abri levei um susto.
Era um aviso que de estava faltando um complemento nos exames de um dos membros da família. Gelei e pensei que fosse do Dory, já que no exame radiográfico dele apareceu um nódulo calcificado num dos pulmões, provavelmente decorrente do contato de alguém com tuberculose, uma vez que ele mesmo nunca teve a doença. O médico, entretanto, havia me assegurado que isso não era problema algum pois estava calcificado.
Sentei e fui ler com calma: estavam pedindo o formulário da Olívia, que (creio eu) não foram enviados por esquecimento do médico, já que ela também passou em consulta, pagou (metade, mas pagou), mas não precisou fazer os exames por conta da idade.
A única coisa que pode ter acontecido foi isso: eu levei os exames no consultório e deixei com a secretária. O médico deve ter olhado tudo, carimbado e assinado, colocado tudo no envelope e enviado pra Trinidad e Tobago. Ele só esqueceu que nosso processo é de uma família com 3 membros e como só viu os exames de 2 pessoas, ignorou a nossa pequena.
Amanhã preciso entrar em contato com ele urgentemente!
Dá pra acreditar???

domingo, novembro 23, 2008

Procurando emprego

Nesse processo de imigração, a coisa que mais fazemos é pesquisar e fuçar na internet em busca de dicas, contatos, amizades, informações e assim por diante.
Como sou de uma área extremamente burocrática (pra quem não sabe/não lembra, sou dentista), sei de todo o caminho que preciso percorrer até poder atuar novamente dentro de um consultório. Tenho pesquisado sobre os cursos de Dental Assistant e Dental Hygienist antes de considerar a validação de meu diploma e confesso que já pensei inúmeras vezes em mudar de área, além de também levar em conta que posso fazer mestrado, o que também me parece muito interessante.
Só pra garantir, irei pedir a avaliação de todo meu histórico escolar pelo WES caso decida voltar a atuar em minha área.
Mas nessas andanças pelos sites de busca da vida, me deparei com algumas vagas em consultório, seja como recepcionista, seja como assistente e uma delas, de modo especial, me chamou a atenção, pois uma dos requisitos era a fluência em português. Não exitei e mandei um email dizendo que iria imigrar ano que vem, que era dentista e fluente em português. Meu objetivo não era ser contratada imediatamente, mas achei que pudesse ser interessante dar "o ar da graça".
E não é que tive uma resposta?
A responsável pela contratação agradeceu meu contato mas disse que infelizmente precisaria de alguém "as soon as possible", a menos que eu chegasse até janeiro de 2009!
Não é meu caso....além de não estar com o visto nas mãos, pretendemos ir em maio de 2009. Vou salvar esse email e quando eu chegar lá, entro em contato de novo.
Não custa nada tentar né?

segunda-feira, novembro 10, 2008

Negócios imobiliários

Uma pergunta que sempre fica no ar e que nós ainda não chegamos num consenso é o que fazer com nosso apartamento.
As opções são óbvias: vender, alugar ou deixar fechado, mas estamos num dilema e por enquanto, nada resolvido.
Alugar eu acho inviável pois tem toda aquela parte preocupante de ter um inquilino que pode depreciar o imóvel, além, é claro, das dificuldades de tirar o morador do apartamento. Chegamos a considerar alugar para uma pessoa da família que estaria interessada e que com certeza iria cuidar de nossa casa, mas ainda assim acho que se precisássemos do apartamento desocupado, isso poderia dar um pouco de trabalho. Por outro lado, teríamos uma entrada mensal que poderia ser muito útil, principalmente em nosso começo de vida no Canadá.
A outra opção seria vender e comprar um outro imóvel em SP, por um custo menor e aplicar o restante do dinheiro, o que nos daria uma segurança a mais no novo país. Além disso, eu não gosto de pensar na idéia de não ter um "teto" em algum lugar desse mundo e por isso a idéia de vender e aplicar todo o dinheiro dá uma sensação de vazio e falta de referência para mim.
A última opção é simplesmente fechar nossa casinha num primeiro momento, até que as coisas entrem nos eixos por lá e a gente decida comprar um imóvel.
Como se pode ver, esse é apenas o começo de uma enorme lista de resoluções que temos que tomar. Alguém tem alguma sugestão?

sexta-feira, novembro 07, 2008

Água


Essa semana o fornecimento de água foi interrompido pela CEDAE aqui no Rio. Foi solicitado que economizássemos para não faltar, mas aqui em meu condomínio, foi feito uma espécie de rodízio de modo que a água não acabasse de vez.
Isso tudo serviu para mostrar como temos mesmo que cuidar desse bem tão precioso. Aqui em casa a gente não esbanja água: nunca deixamos a torneira ligada enquanto escovamos os dentes ou lavamos a louça, lavo roupa em grande quantidade pra não ligar a máquina com poucas peças, nossos banhos costumam ser rápidos, mas esses 2dias sem água em casa sem interrupção foi uma loucura.
Deixamos alguma reserva, mas a vida não é nada prática sem água na torneira. É aquela velha situação: a gente só dá valor quando perde!
Banhos, louças, comida, necessidades básicas dependem de uma caneca ou balde de água.
Tenho medo das previsões do futuro sobre todas as alterações do clima e da escassez de água que estamos ameaçados de ter que enfrentar.
Se cada um fizer sua parte, quem ganha somos todos nós!

quarta-feira, outubro 22, 2008

Mais uma etapa vencida


Hoje realizamos mais uma etapa do nosso processo rumo ao Canadá. Fomos ao médico para a consulta e a solicitação de exames médicos. A consulta foi rápida e simples, Olívia pagou a metade do valor (R$ 200,00 é o valor integral) e ela não precisa fazer os exames.
Ele faz perguntas básicas sobre nossa saúde, checa a pressão e ausculta o coração/pulmões, pergunta sobre doenças e cirurgias que já tenhamos feito ao longo da vida. Depois pede RX do tórax e exame de sangue (sífilis e HIV) e só!
Ele me disse que o que preocupa e pode ser decisivo nessa etapa é ter umas das doenças acima, tuberculose, ser paciente renal crônico, ou qualquer problema que requeira atenção especial e integral do sistema de saúde.
Na saída ainda deixamos pago o Fedex (já que ele disse que não confia mais em Sedex, uma vez que já houve dois casos que ele saiba de perda/roubo de documentos) no valor de R$150,00.
Vamos tentar fazer os exames ainda essa semana e depois levar lá pra ele despachar pra Trinidad e Tobago.
Estamos aliviados e R$ 650,00 mais pobres. Que facada!!!

terça-feira, outubro 07, 2008

Passaporte de bebê



Tiramos o passaporte da Olívia no começo desse ano, mais precisamente em abril. Sabíamos que nessa idade o passaporte vale por apenas um ano, mas como queríamos viajar, tiramos mesmo assim.
Agora com a chegada dos pedidos de exames médicos, tudo ficou mais real, começamos a fazer planos mais concretos e com isso algumas dúvidas surgiram.
Mandei um email para o consulado para saber se eu devria tirar outro passaporte para ela para a emissão do visto ou se ela poderia viajar com dois passaportes: um vencido com o visto válido e outro válido, mas sem o visto.
A informação que recebi foi a seguinte: se o passaporte dela é válido até abril, o visto de imigrante também vencerá na mesma data do passaporte e não terá a validade dos exames médicos (um ano).
Sendo assim, iremos providenciar outro passaporte o mais rapidamente possível.

domingo, setembro 28, 2008

Agora é oficial

Chegou a tão esperada carta com o pedido dos exames médicos e junto com ela, uma mistura de alívio e apreensão, como era de se esperar!
Sexta-feira fez um dia horrível aqui, com muita chuva e frio e por isso não saí de casa, nem pra ver se tinha alguma carta lá embaixo na caixa de correio do meu prédio. No dia seguinte, saímos logo cedo e tinha um aviso na nossa caixa dizendo que havia uma carta de tamanho maior que não cabia dentro da caixinha (aqui no prédio eles sempre deixam esse aviso quando a correspondência é de tamanho grande). Algo me dizia que era o "famoso" envelope, mas como eu já tinha recebido esses avisos outras vezes e na hora H era apenas um encarte de loja, preferi não criar expectativa. O pior é que a área onde ficam as correspondências estava sendo lavada e não pudemos pegar nossa "encomenda" naquele momento.
Fomos a uma festinha de aniversário na pracinha em frente a nossa casa e lá soubemos de algo que só aumentou a nossa vontade de partir: a tal festinha teve que ser transefrida para outro local, porque teve um assalto com tiros às sete e pouco da manhã. Essa praça é frequentada, em sua maioria, por mamães e bebês, idosos e suas acompanhantes. Fiquei estarrecida!!!!
Bom, na volta finalmente pegamos nosso pacote que chegou atrasado, depois de muita espera e ansiedade. Até comemoramos com um brinde especial!
Agora posso dizer que a ansiedade não diminuiu, mas mudou. Podemos começar a melhor planejar a viagem, organizar melhor a nossa vida. Parece que tudo fica mais concreto.
Em outubro iremos fazer os exames médicos e depois conto detalhes aqui.

sexta-feira, setembro 19, 2008

21 meses depois....

Fomos viajar na certeza de que quando voltássemos o pedido dos exames médicos estaria aqui. Voltamos e nada de carta!
Muitas dúvidas passaram pela nossa cabeça, muita indefinição sobre o que fazer, vontade mudar, mas sempre em função do consulado.
Resolvi mandar um email para a Maria João perguntando sobre o andamento do processo. Ela demorou 4 dias para responder, coisa que nunca acontece, já que costuma responder prontamente. Ontem a tarde, antes de desligar meu computador, dei uma passada rápida em meu email pessoal pra ver se tinha alguma coisa e fiquei surpresa: ela respondeu dizendo que à princípio nosso processo foi aprovado e que em breve receberemos o pedido de exames médicos. Pediu para atualizarmos o formulário IM0008 e as certidões criminais (parte chata!!!).
Eu fiquei sem saber ao certo o que pensar, mas primeiro de tudo agradeci a Deus. Fomos aceitos! Tive medo, mas me senti privilegiada por estar diante de uma oportunidade como essa.
Vamos até o fim e se Deus nos ajudar em abril a gente está lá! Lá no Canadá!

quarta-feira, setembro 17, 2008

Nada te perturbe



Nada te perturbe
Nada te espante
Tudo passa,
Só Deus não muda.
A paciência
Tudo alcança
Quem tem a Deus,
Nada lhe falta.
Só Deus basta.


Santa Tereza D'ávila escreveu essa oração que eu acho super oprtuna para os tempos que estamos vivendo. Muita paciência!
Quem confia em Deus deve saber que tudo tem uma hora pra acontecer e portanto, nada pode nos perturbar.
Sigo em frente com essas palavras em meu coração, pois a quem tem Deus, nada falta!

terça-feira, setembro 09, 2008

Programa de comédia

As eleições municipais se aproximam novamente e o horário político é uma verdadeira comédia.
Primeiro porque existem os mais diversos e bizarros candidatos. Todos querem garantir sua vaga como vereador ou prefeito, entrar a todo custo na vida política, sinônimo de lucro.
Segundo são as promessas. Gente, não dá pra acreditar que é sempre a mesma ladainha! Eu vou fazer, meu compromisso é fazer, eu garanto que faço e blá, blá, blá e tudo continuar igualzinho!
A gente dá risada, mas os verdadeiros palhaços somos nós!

terça-feira, setembro 02, 2008

Diário de bordo

Pessoal, voltei! Desculpe a demora, mas foi tudo muito corrido e agora até que tudo volte ao normal leva um certo tempo.
O país é realmente incrível, tudo funciona muito bem, as pessoas se respeitam. Eu andava na rua numa boa com minha filmadora e nao senti medo em momento algum.
A parte chata é que, acreditem se quiser, meu marido presenciou um assalto em Montreal. Um homem roubou a bolsa de uma senhora e saiu correndo. Cidade grande sempre tem seus percalçoos, guardadas as devidas proporções.
Mas fora isso, tudo correu muito bem, conhecemos muitos lugares, dentre eles: Toronto, Niagara falls e on-the-lake, Kingston, Ottawa, Mont Tremblant, Montreal e depois fomos passar uns dias nos EUA visitando uma prima. Tambem falei por telefone com a querida amiga Mi, sempre pronta a ajudar e contar sobre sua experiência nesses dois anos de Canadá.
Minha queridinha hoje seria Toronto e eventualmente uma das cidades menores da GTA. Achei a cidade bem estruturada, metrô excelente pra quem anda com carrinho de criança ( pq em Montreal e NY foi difícil ter que carregar carrinho na escada das estações que tinham elevador). Eu senti que gosto do agito da cidade grande, principalmente se essa cidade oferece segurança.
Deu pra sentir um pouco do país, do dia a dia no verão, muita gente na rua, curtindo os dias de sol.
Pra ser bem sincera, quem me acompanha sabe que sou meio dramática, sempre pondero se vale a pena mesmo toda essa mudança, pagar o alto preço de estar longe da família. Voltei sem ter certeza de nada e nem se quero mesmo ir. Não dá pra acreditar né? Mas o tempo dirá....
Como disse minha amiga Lena ainda tem tempo pra pensar e seria frustrante desistir nessa altura do campeonato. Ela tem toda razo. O que me consola é saber que teremos uma grande família lá, que já está sendo formada aqui e com certeza um irá ajudar o outro. Obrigada pela força amiga!
Bom, acho que é isso!

sexta-feira, agosto 15, 2008

Diretamente das terras do norte

Depois de muitos dias sem dar sinal de vida, depois de arrumar malas, depois de uma viagem RJ-SP e de um casamento, ca estou eu, num teclado sem acentos, falando diretamente de onde?????
Das Terras do Norte! Tudo muito lindo, temperatura amena, povo educado e gentil, filhota dormindo super bem e comendo nem tao bem assim, mas estamos felizes da vida.
So passei pra dar um oi, dizer que estamos bem e que depois coloco fotos e conto detalhes.
Estivemos em Toronto (amei!!!), Niagara falls e Niagara-on-the-lake (amei tambem!) e amanha devemos ir rumo a Ottawa.
Prometo que volto logo e com mais calma!

quinta-feira, julho 31, 2008

Amamentação


Estou divulgando essa blogagem coletiva sobre a Amamentação, com letra maiúscula mesmo, por ser um ato sublime, de amor e entrega, que salva vidas. Eu amamentei minha filha e sinto muitas saudades desses momentos.
Quem puder divulgar, fica o selo da campanha, criado pela Denise
Eu já aderi ao movimento!

quinta-feira, julho 24, 2008

Conversa franca

Nessa mesma viagem entre SP e RJ que eu falei no post anterior, surgiu o assunto imigração.
Minha amiga e o marido dela queriam saber um pouco mais sobre o processo, sobre a vida no Canadá, sobre impostos, saúde, escola, segurança e principalmente o porquê de queremos ir.
Eu disse um pouco de tudo que sabia e falei que nossa vontade de morar fora é antiga e que a gente pretende oferecer uma melhor qualidade de vida a nossos filhos e à nós mesmos. Claro que eu sei e inclusive disse a eles que a gente vai pagar um preço alto por isso, uma vez que qualidade de vida também inclui morar perto da família e dos amigos, mas eu expliquei que minha mãe apóia a gente e pretende até ficar entre Canadá e Brasil assim que nós estivermos morando lá, o que facilitaria bastante as coisas.
Eu disse ainda que nosso objetivo é fazer acontecer, apesar de toda dificuldade inicial, principalmente em relação à lingua e ao emprego, uma vez que eu sou dentista e meu marido é advogado, mas que se depois de um tempo a gente sentir que não dá pra ficar lá, seja por qual motivo for, inclusive saudade, a gente volta. O que não dá é viver pensando como seria se a gente tivese ido.
O marido da minha amiga disse que a gente precisa ter um objetivo claro e que se depois de 3 anos a gente voltar e não tiver conquistado nada, se a gente voltar pro Brasil de onde partimos, na opinião dele não terá valido a pena, uma vez que não somos mais jovens pra tentar a vida e temos uma filha que depende de nós.
Eu fiquei com aquilo na cabeça. Em nenhum momento ele foi intransigente e a conversa foi proveitosa. Ele apenas falou o que ele pensa, o que ele faria em nossa situação. Eu, contudo, fiquei meio apavorada: será que somos malucos? Aventureiros?

E vocês, o que acham sobre essa conversa franca que tivemos?

segunda-feira, julho 21, 2008

Susto

Não gosto de ficar apenas falando coisas ruins do cotidiano, mas é que aconteceu um episódio nesse fim de semana quando eu vinha com um casal de amigos e minha pequena de SP para o RJ. Estávamos na Linha Vermelha, que é uma via expressa linda e tranquila, onde a gente costuma passear observando a linda e perfumada vista da baía de Guanabara e da cidade maravilhosa (opa, pára tudo...isso é um sonho! quem sabe um dia eu possa dizer isso de verdade). Na verdade quem conhece o local sabe que a gente passa por essa via rapidinho pois ela corta inúmeras favelas e não é raro acontecer de ela ser fechada em decorrência de tiroteios entre bandidos e a polícia, mas enfim...
Estávamos passando pela linha depois de 5 horas de estrada quando um carro da PM parece do nada atrás de nós e discretamente um policial começa a gritar pelo auto-falante que a gente encoste na direita. Eu olhei para trás e me assustei porque não vi motivo nenhum para isso. Por um momento nem achei que fosse com a gente.
Mas ele vinha colando na gente e gritando pra gente parar.
Meu amigo parou e eu tremia feito vara verde, por não saber se eram de fato policiais, por não saber o que eles queriam com a gente e por medo de eles saírem atirando. Assim que paramos eu fui logo dizendo que tinha criança no carro e eles pediram pra gente descer que eles iriam fazer revista.
Perguntaram se a gente tinnha armas ou drogas no carro (ahãm..), olharam o documento e liberaram nossa partida depois que todos os integrantes do veículo (menos a bebê) saíram do carro.
Estou até agora sem entender nada.

quinta-feira, julho 10, 2008

O primeiro de muitos

Filha, como o tempo passa depressa!
Hoje você completa seu primeiro ano de vida. Mamãe já está com saudades da bebezinha dela que cresceu rápido demais. Hoje eu fico a cada instante me remetendo ao dia 10 de julho do ano passado, lembrando o que estaria acontecendo em cada momento até ter você em meus braços pela primeira vez!
Aí eu penso que teria feito algumas cosinnhas de modo diferente. A experiência nos permite analisar os acontecimentos do passado por um outro ângulo. Eu teria curtido mais cada minutinho (se é que isso é possível), teria me estressado menos com cada noite mal dormida e teria me culpado menos achando que não daria conta do recado (que mentira....culpa faz parte do pacote da maternidade!).
Uma coisa, porém, eu não mudaria nem um detalhe sequer: você! Perfeita, linda, simpática, querida, tudo de bom!
Hoje de manhã eu levantei louvando a Deus pela sua vida e além de pedir saúde, paz e amor pra você, pedi a Ele que faça com que o tempo passe um pouquinho mais devagar. Será que Ele me atende?
Filha, com você realizei meu sonho mais antigo, o de ser mãe. Com você e por você, sou uma pessoa melhor. Sendo mãe eu me tornei mais filha. E isso é só o começo.
Muitos anos de vida pra gente crescer e se descobrir ainda mais!
Com amor eterno,
Mamãe

segunda-feira, julho 07, 2008

Hoje eu chorei...

...de medo de que algo como a morte do (outro) menino João aconteça com alguém de minha família.

...de revolta por ver como coisas assim acontecem todo dia e toda hora e tudo continua da mesma maneira.

...de indignação por ouvir as desculpas do secretário de segurança e por ouvir a mesma ladainha de sempre, de que temos uma polícia despreparada e por saber que tudo vai continuar assim.

...de dor ao ouvir o desabafo de um pai desesperado que acaba de perder um filho brutalmente.

...de gratidão por saber que os órgãos do garoto servirão para salvar algumas vidas.

...de esperança por estar buscando um futuro mais seguro pra mim e minha família, e espero que o consulado colabore e mande logo os nossos pedidos de exame médico.

terça-feira, julho 01, 2008

Santa Internet

Estava pensando esses dias sobre os benefícios da Internet. Eu sou meio viciada na rede, fico meio doida se não verifico meus emails, se não uso o MSN ou dou uma passada pelo Orkut.
Tudo bem que tem muita gente que usa a Internet com outras finalidades e isso me assusta um pouco, principalmente quando penso em pedofilia. Por isso evito ao máximo expor minha filha. Lamento esse fato, uma vez que minha família toda mora longe e colocar fotos em sites é uma maneira bem prática de compartilhar os momentos do crescimento dela, mas eu evito.
Pra mim, é só coisa boa. Através da net, a gente viaja e chega no Canadá em um clique. Fora isso, a quantidade de informações sobre imigração, universidades, escolas, creches, casas, cidades, tarifas de vôos, etc que a gente consegue sem sair de casa é cômodo demais.
Através do blog eu conheci muita gente que está no mesmo barco da imigração. A gente passa a trocar informações, compartilha as angústias do processo, acaba virando uma grande família.
Fico imaginando como era nos tempos dos meu avós que vieram da Itália pra cá, sem saber o que os esperava, sem planejamento nenhum, com um monte de irmãos, na sorte mesmo.
Acho que estamos fazendo o caminho inverso, mas com "um pouco" mais de informação. Sorte nossa! Tomara que possamos também construir uma vida digna lá no norte, como eles fizeram.

segunda-feira, junho 16, 2008

Nosso visto (de turista) chegou!!!!

É, ainda não posso dizer que nosso processo está encerrado! Conseguimos o visto, sim, mas o de tursita.
Mesmo assim, temos motivos pra comemorar. Nosso objetivo é ir pro Canadá em agosto pra conhecer nosso futuro país, já que entramos no processo sem nunca ter pisado no Canadá.
Antes de entrar com o pedido de visto de visitante, mandei um email pra Maria João perguntando se não teria problema, uma vez que estamos no processo de imigração e eu tinha medo que eles pensassem que desitimos de esperar e decidimos ir na ilegalidade mesmo. Vai que um simples pedido de vista coloca tudo a perder, mas ela disse que não teria problema algum.
Então pagamos as taxas, marcamos a entrevista e fomos para SP solicitar o visto e tudo correu perfeitamente bem, até a hora da retirada. Como nem tudo é perfeito, achei essa parte bem desorganizada. No consulado americano vc paga uma taxa de sedex e recebe os passaportes em casa. Lá, a gente tem que voltar ou mandar alguém buscar com o protocolo que eles entregam. Até aí, tudo bem!
Como minha prima trabalha em uma outra empresa naquele prédio, pedi o favor a ela. Ela foi na data e horário marcados e teve que esperar duas hora na fila, pq antes ele atendem os despachantes. Ela não podia sair pq senão perdia a senha e não podia usar o celular que fica retido na entrada e com isso, quase queimou o filme com a chefe dela que não sabia que ela iria demorar tanto tempo. Pior foi que apenas o passapote da minha mãe ficou pronto e não liberaram o meu, do marido e da filha.
Fiquei com a pulga atrás da orelha e logo pensei: deu algum problema com o setor de imigração.
A coitada foi embora com um passaporte só e no dia seguinte fomos lá pessoalmente retirá-los. Achei uma tremenda falta de consideração eles marcarem a data de entrega num dia e entregarem em outro.
Enfim...no dia seguinte, depois de uma hora e meia de espera, vistos em mãos sem problema ou questionamento algum.
Minha mãe disse que quando for solicitar outro visto para ir nos visitar, vai contratar o serviço de um despachante. Sai mais barato do que ir até o consulado duas vezes e enfrentar a Avenida dos Bandeirantes parada!
Em agosto, a gente está lá, dessa vez, para passear!

quarta-feira, junho 04, 2008

O amaciante


Ontem fui na Americanas comprar umas coisinhas e dentre elas, comprei amaciante.
Quando cheguei em casa percebi que havia esquecido o amaciante lá, mas que havia pago por ele. Guardei a notinha e não voltei lá porque tinha que dar almoço pra Olívia.
Hoje, um dia depois de minha aquisição, fui lá tentar pegar meu produto esquecido. Dirigi-me ao caixa, a moça lembrou que eu tinha mesmo esquecido o amaciante lá, mas disse que eu teria que ir ao Atendimento ao cliente. Depois de aguardar 5 minutos, a moça do SAC me atendeu e disse que iria verificar se tinham anotado o esquecimento do meu produto no cadreo de ocorrências. Nenhuma ocorrência para o dia de ontem.
Eu perguntei se mesmo a moça do caixa dizendo que eu havia esquecido o produto lá eu não poderia levá-lo para casa e ela disse NÃO!
Eu não me conformei e voltei pra falar com a caixa, que falou com sei lá quem, que chamou outra mulher, que falou com o gerente, que liberou o produto que eu paguei R$ 5,69 (cinco reais e sessenta e nove centavos)!!!!
Pra que tanta burocracia, alguém pode me dizer?
Na volta pra casa, aproveitei que o farol tava aberto para os pedestres e corri pra atravessar mas por um momento achei que eu estivesse infringindo a lei e estivesse atravessando na vez dos carros pq vi uma kombi passando sem cerimônias, mas para meu (não) espanto, a kombi minha gente, tinha passado no sinal vermelho e poderia ter atropelado uma moça e um bebê no carrinho!
Só pra encerrar, quando eu estava tentando entrar no meu prédio tinha umas mulheres na calçada que não moveram um centímetro do pezinho delas para que eu passasse com o carrinho. Sair de casa e andar pelas excelentes calçadas do bairro passa a ser uma aventura!
É muita falta de educação não é? Eu, que sempre fui acostumada a pedir licença, a dizer por favor e obrigada, fico indignada com tudo isso e ainda sou taxada de trouxa!

segunda-feira, maio 26, 2008

Operação limpeza!


Esse feriado aproveitamos para organizar alguns armários e jogar fora ou doar algumas das coisas que a gente deixa entulhada em casa sem serventia nenhuma. Eu adoro essas arrumações, já escrevi sobre isso antes, mas acho que dá uma revigorada no ar da casa.
Como a gente acha que o processo está chegando ao fim, precisamos nos desfazer de algumas coisas, mesmo não tendo a intenção de mudar até meados do ano que vem, e isso inclui limpar armários e empacotar coisas que não servirão para nós pelo menos no começo.
Agora estamos na dúvida se devemos vender nosso apartamento ou mantê-lo num primeiro momento, até que a gente decida nossa vida por lá, mas isso será assunto pra outro post.

segunda-feira, maio 19, 2008

Nós fomos...

...no encontro dos futuros imigrantes do RJ.
A gente sempre ensaiva e nunca dava certo de ir, ora pq estávamos em SP, ora pq a Olívia dormia, mas dessa vez deu certo e foi tudo de bom.

Conhecemos os amigos virtuais, trocamos experiências, ficamos felizes pelos que já estão indo. Foi super proveitoso poder conversar e dividir angústias e medos com pessoas queridas que estão no mesmo projeto.
Mês que vem a gente tá lá de novo!

terça-feira, maio 06, 2008

Ai, que marasmo....

Desculpem-me leitores...
Sem assunto pra postar!
Prometo que volto em breve pra falar algo sobre alguma coisa!

sexta-feira, abril 11, 2008

"Comentando" os comentários...

Queria agradecer a todos que comentaram minha última postagem. Obrigada pela força, pelo incentivo, pelas palavras amigas. Incrível pensar que tenho amigos tão reais, mesmo que nunca os tenha visto! E para não deixar os comentários sem resposta, achei melhor responder no próprio espaço onde eles são postados!
Vou tentar responder sempre, pra dar um feedback!
Obrigada de coração!

domingo, abril 06, 2008

Palpites

Quem nunca passou por isso, que atire a primeira pedra!
Os futuros imigrantes e os que já imigraram sabe bem do que estou falando. A gente demora a tomar a decisão de ir, depois pondera se deve ou não contar, fala apenas para os mais íntimos, conta "por alto" para as pessoas que irão apoiar com certeza e de pouco eu pouco a gente acaba deixando escapar uma coisinha aqui e outra ali e.... a reação das pessoas é das mais diversas!
Pois bem! Minha mãe sempre foi a defensora número 1 da imigração, tem que ir mesmo, não temos nada a perder, vai ser uma experiência e tanto, etc. Ela continua nos dando uma baita força, mesmo sabendo que terá que amargar dias de saudades longe de nós e principalmente da neta. Já minha sogra, morre de medo de avião, viajar pra ela é o pior dos suplícios e então, ouvir que o filho quer ir morar em outro país e levar a neta junto soa como uma profecia apocalíptica!
E assim tem sido. A cada encontro ela tem tentado nos persuadir e convencer de que estamos prestes a entrar numa canoa furada, de que temos que conhecer melhor a região sul, que lá se vive bem, que a gente precisa abrir um negócio, ser dono do próprio nariz, ganhar dinheiro, etc. Mas tudo dentro do Brasil, que está melhor a cada dia, que está crescendo muito e que é o país do futuro.
Pior é que eu fico meio insegura, achando que talvez ela tenha razão, que somos dois loucos e que o melhor que temos a fazer é sossegar e encarar nossa vida por aqui mesmo.
Mas no fundo eu sei que quero ir. Vai ser válido, não iremos perder nada com essa experiência. Acho que isso tudo que ela diz e muitas outras pessoas também é pura projeção, devido ao medo que eles têm de arriscar e de ficar longe da gente.
O pior foi ouvir que trabalhar lá como caixa de supermercado é ser "subalterno".
E ser dentista desempregada, é o que?

segunda-feira, março 17, 2008

Nada a declarar

"Esse nosso povo
Anda tão chutado
Quando não é
Um vereador roubando
É um deputado..."



Eu nem gosto muito de Ultraje à rigor, mas outro dia estava ouvindo uma música deles e fiquei pensando: essa música deve ter uns 20 anos e já falava da realidade de nosso país! O povo continua chutado, a corrupção está cada dia maior, ser honesto aqui é ser trouxa. E nada mudou de lá pra cá....
Na Veja dessa semana também se fala disso: que parece que está fora de moda ser honesto, que o jeitinho brasileiro está mesmo inserido na cultura brasileira.
Entre outras coisas, como a dengue, que me preocupa mais a cada dia, sinto tristeza por cogitar a idéia de mudar de meu país.
Quem dera isso não fosse necessário, mas não vejo mesmo uma outra alternativa pra ter um pouco mais de sossego, poder sair na rua sem medo, ter um emprego que garanta o sustento de minha família. Acho que seria o mínimo depois de alguns anos de estudo e muito dinheiro gasto.
Mas não...cada dia me convenço mais de que estamos no rumo certo. Não tenho mais NADA A DECLARAR mesmo! Falar tudo isso pela milésima vez é chover no molhado!

quarta-feira, março 12, 2008

Renovando os votos



Hoje faz 3 anos que dissemos SIM um ao outro. Na filmagem a voz dele saiu meio embargada, ele estava visivelmente emocionado e eu, claro, achei isso muito lindo.
Três anos depois, posso dizer que temos uma família unida e ainda mais feliz com a chegada da nossa Olívia.
Passamos por muitas coisas boas, muitas viagens, mudanças e também já choramos muito juntos. Não tenho dúvida de que isso tudo só faz nosso amor aumentar e o respeito que temos um pelo outro fica cada vez mais evidente.
Eu sou a emoção, eu choro, eu pondero tudo e mais um pouco. Ele é a razão, também chora, mas transpira aventura e não tem medo de arriscar. Na verdade, temos um Deus muito amado que nos aponta o caminho a seguir e isso nos dá a certeza de que não iremos errar.
Graças à ele (e à minha vontade escondida e nem sempre revelada) é que não desistimos do processo. Ele quer muito ir (e eu também!). Sabe que vai ser bom pra todo mundo!
Hoje, depois de 3 anos, agradeço a Deus por ter posto em minha vida "um homem de família", um pai querido e presente, um companheiro que vê em mim seu ponto de equilíbrio.
Como diz a letra de uma música de Padre (agora Monsenhor)Jonas: Como é linda a nossa família!
Amo-te, sempre e pra sempre!

terça-feira, março 04, 2008

Uma eternidade!

Sem ser baixo astral, mas li num blog que os pedidos de exame médico devem demorar mais do que o previsto devido ao grande número de processos em andamento!

Melhor deixar esse assunto um pouco de lado mesmo e curtir as coisas boas do presente.