O novo livrinho das atividades esportivas da cidade já está disponível faz tempo e eu ainda não consegui definir em qual das aulas eu irei me inscrever.
Pelo menos a Olívia já está inscrita na aula de natação (parent and tot 3). É meia hora de aula por semana junto comigo ou com o Dory no centro comunitário que tem a duas quadras daqui, para crianças de 2 a 3 anos.
A estrutura é excelente, a piscina acabou de ser reformada e eu estou super animada pra cair na água com ela. Durante a gravidez dela, eu e Dory fazíamos aulas de natação e era uma delícia. Hoje ela curte bastante estar na água e tenho certeza que irá aproveitar as aulinhas na piscina.
Preciso agora definir a minha atividade e tudo indica que será algo relacionado a alongamento já que minhas costas estão muito doloridas. Depois que comecei a trabalhar as dores pioraram tremendamente por causa da posição nada favorável que eu fico o dia todo. E nada como uma boa alongada pra aliviar as tensões do dia a dia.
Dory pedala pela cidade sempre que pode e com a proximidade do inverno, essas pedalads estão com os dias contados.
Ainda bem que temos esse community centre aqui perto, assim podemos fazer alguma coisa mesmo nos dias mais frios.
"O Senhor disse a Abrão: - Sai da tua terra, do meio de teus parentes, da casa de teu pai, e vai para a terra que eu vou te mostrar." Gn.12,1
quarta-feira, setembro 23, 2009
quinta-feira, setembro 17, 2009
quarta-feira, setembro 09, 2009
Viagens e paseios - parte I
Aproveitando que minha mãe estava aqui e as temperaturas agradáveis de agosto, resolvemos passear bastante nos dias que eu não estava trabalhando.
Meu trabalho é part-time, o que me deu a oportunidade de poder curtir bastante os dias na companhia de pessoas agradáveis e queridas.
Olivia preparando-se para o inverno
Fomos até a Pensilvania, na casa da minha prima e estava sensacional. Além de poder fazer compras por preços mais acessíveis do que no Canadá, estivemos com nossos queridos primos e foi muito gostoso poder botar o papo em dia.
A imigração nos EUA pela Peace Bridge foi ok: eles perguntam tudo e mais um pouco, se estamos levando frutas, folhas, plantas, dinheiro e tudo o mais e depois nos mandam pra uma sala pra podermos pegar o visitor's pass que vale por 6 meses. Esperamos mais de uma hora e ainda tivemos que pagar mais dólares por pessoa. Achei que só o visto fosse o suficiente, mas me enganei.
Já a volta pro Canadá foi super tranquila, dois minutos, PR card em mãos e até minha mãe que tem visto de turista não foi problema algum pra reentrar no país.
O mais engraçado foi quando estávamos na salinha e quisemos ir no banheiro. Tinha que ir um por vez e a família só podia sair do recinto toda reunida. Então um saia do banheiro e ficava do lado de fora até que todos tivessem feito xixi e pudessem seguir pro estacionamento, juntos, de uma só vez.
Well, apesar de tudo acho que ainda é bem mais organizado que a Ponte da Amizade na fronteira do Brasil com o Paraguai (risos).
Meu trabalho é part-time, o que me deu a oportunidade de poder curtir bastante os dias na companhia de pessoas agradáveis e queridas.
Fomos até a Pensilvania, na casa da minha prima e estava sensacional. Além de poder fazer compras por preços mais acessíveis do que no Canadá, estivemos com nossos queridos primos e foi muito gostoso poder botar o papo em dia.
A imigração nos EUA pela Peace Bridge foi ok: eles perguntam tudo e mais um pouco, se estamos levando frutas, folhas, plantas, dinheiro e tudo o mais e depois nos mandam pra uma sala pra podermos pegar o visitor's pass que vale por 6 meses. Esperamos mais de uma hora e ainda tivemos que pagar mais dólares por pessoa. Achei que só o visto fosse o suficiente, mas me enganei.
Já a volta pro Canadá foi super tranquila, dois minutos, PR card em mãos e até minha mãe que tem visto de turista não foi problema algum pra reentrar no país.
O mais engraçado foi quando estávamos na salinha e quisemos ir no banheiro. Tinha que ir um por vez e a família só podia sair do recinto toda reunida. Então um saia do banheiro e ficava do lado de fora até que todos tivessem feito xixi e pudessem seguir pro estacionamento, juntos, de uma só vez.
Well, apesar de tudo acho que ainda é bem mais organizado que a Ponte da Amizade na fronteira do Brasil com o Paraguai (risos).
segunda-feira, setembro 07, 2009
O que é bom dura pouco
Já sabem do que estou falando né? Das férias alheias...rs
Chegaram ao fim, mamãe foi embora e deixou um vazio aqui em casa.
Faz parte. Escolhas que fazemos.
Estou meio saudosa e volto em breve com fotos e alto astral!
Chegaram ao fim, mamãe foi embora e deixou um vazio aqui em casa.
Faz parte. Escolhas que fazemos.
Estou meio saudosa e volto em breve com fotos e alto astral!
domingo, agosto 30, 2009
Curtindo as férias alheias
As férias alheias no caso são as férias da minha mãe, que está aqui há quase um mês e que infelizmente vai embora semana que vem.
Quando não estou trabalhando a gente aproveita pra passear, sair pra fazer compras, viajar e por isso o tempo anda meio escasso.
Preciso voltar com mais calma e contar como anda a vida, mas essa semana eu quero curtir cada segundo ao lado dela e não prometo que vou voltar enquanto ela estiver aqui.
Quando não estou trabalhando a gente aproveita pra passear, sair pra fazer compras, viajar e por isso o tempo anda meio escasso.
Preciso voltar com mais calma e contar como anda a vida, mas essa semana eu quero curtir cada segundo ao lado dela e não prometo que vou voltar enquanto ela estiver aqui.
quinta-feira, agosto 13, 2009
Indo pro trabalho de carro
Estou trabalhando! É muito bom poder dizer isso apenas dois meses depois de ter chegado aqui.
Melhor ainda é poder dizer que agora temos a carteira G e um carro, o que permite que eu vá trabalhar de carro ou que alguém me leve de carro para o consultório.
Como eu já disse o sistema de ônibus aqui funciona super bem, mas não tem como negar que um carro facilita muito a nossa vida.
Quanto ao emprego, tem sido bastante enriquecedor estar trabalhando na sua área de atuação, aprendendo os termos em inglês e ainda por cima, adquirindo a famosa experiência canadense.
Devagar estamos estabelecendo nossa rotina, o que é muito importante pra todos, principalmente para Olívia, que está super feliz e adaptada com os novos amiguinhos e com toda a liberdade de poder brincar no quintal e curtir o verão.
Melhor ainda é poder dizer que agora temos a carteira G e um carro, o que permite que eu vá trabalhar de carro ou que alguém me leve de carro para o consultório.
Como eu já disse o sistema de ônibus aqui funciona super bem, mas não tem como negar que um carro facilita muito a nossa vida.
Quanto ao emprego, tem sido bastante enriquecedor estar trabalhando na sua área de atuação, aprendendo os termos em inglês e ainda por cima, adquirindo a famosa experiência canadense.
Devagar estamos estabelecendo nossa rotina, o que é muito importante pra todos, principalmente para Olívia, que está super feliz e adaptada com os novos amiguinhos e com toda a liberdade de poder brincar no quintal e curtir o verão.
segunda-feira, agosto 03, 2009
terça-feira, julho 28, 2009
Por que não gosto daqui?
Conforme prometido, seguem algumas considerações que tornam a vida aqui um pouco chata:
-Saudades...preciso dizer alguma coisa? Sinto, sim, muita falta da família, de estar com os amigos, de algumas comidas gostosas, de ter uma rotina.
-Verão fajuto: chove quase todo dia, mas não é chuva de verão no fim da tarde não. É um tempinho estranho e meio nublado, sem graça. Já peguei dias quentes aqui, mas chamar isso de verão é sacanagem.
-Faz muito frio. Isso é o que dizem e eu sei que é verdade. Estou só esperando o inverno chegar pra poder concluir se isso é chato mesmo ou se é possível ser feliz no inverno.
-Calor humano. Não posso reclamar pois estamos bem servidos no que se refere a amigos e brasileiros queridos que abraçam quando se encontram. Mas as pessoas daqui mesmo são distantes demais. Não espero que me beijem mesmo sem me conhecer, mas ao final de um curso de 3 semanas, poder dar um tchau mais afetuoso, algo além de um aperto de mão me parece de bom tom. Mas não aqui...
-Sou dentista mas não posso atuar. Eu já sabia de tudo isso antes mesmo de sair do Brasil e sempre achei um pouco paradoxal um país incentivar a imigração de profissionais qualificados uma vez que precisa desse tipo de mão de obra e quando chegamos aqui não podemos trabalhar. Tomara que isso mude um dia pra tornar a vida dos imigrantes um pouco mais fácil.
-As festas de aniversário em casas de festas duram apenas duas horas. As crianças amam, se divertem, mas é pouco.
-Tenho que lavar, passar, cozinhar, limpar a casa. É bem verdade que esses serviços por aqui são infinitamente mais fáceis de se realizar do que no Brasil. Aqui a gente encontra tudo o que é tipo de coisa pra facilitar sua vida, mas tem dias que tenho saudades da Antonia.
Como deu pra perceber, aqui também não é o paraiso. No fundo tudo gira em torno da saudade e eu acho que ficar traçando paralelos nem sempre é benéfico para quem os traça, já que aqui é um outro país, uma outra cultura.
Não quero bancar a pessimista, mas acho que vale a pena mostrar que nem tudo são flores. Vale lembrar também que essa é minha opinião pessoal. O que é bom pra mim pode não ser pra você e vice-versa.
Se lembrar de mais detalhes, coloco em outro post!
-Saudades...preciso dizer alguma coisa? Sinto, sim, muita falta da família, de estar com os amigos, de algumas comidas gostosas, de ter uma rotina.
-Verão fajuto: chove quase todo dia, mas não é chuva de verão no fim da tarde não. É um tempinho estranho e meio nublado, sem graça. Já peguei dias quentes aqui, mas chamar isso de verão é sacanagem.
-Faz muito frio. Isso é o que dizem e eu sei que é verdade. Estou só esperando o inverno chegar pra poder concluir se isso é chato mesmo ou se é possível ser feliz no inverno.
-Calor humano. Não posso reclamar pois estamos bem servidos no que se refere a amigos e brasileiros queridos que abraçam quando se encontram. Mas as pessoas daqui mesmo são distantes demais. Não espero que me beijem mesmo sem me conhecer, mas ao final de um curso de 3 semanas, poder dar um tchau mais afetuoso, algo além de um aperto de mão me parece de bom tom. Mas não aqui...
-Sou dentista mas não posso atuar. Eu já sabia de tudo isso antes mesmo de sair do Brasil e sempre achei um pouco paradoxal um país incentivar a imigração de profissionais qualificados uma vez que precisa desse tipo de mão de obra e quando chegamos aqui não podemos trabalhar. Tomara que isso mude um dia pra tornar a vida dos imigrantes um pouco mais fácil.
-As festas de aniversário em casas de festas duram apenas duas horas. As crianças amam, se divertem, mas é pouco.
-Tenho que lavar, passar, cozinhar, limpar a casa. É bem verdade que esses serviços por aqui são infinitamente mais fáceis de se realizar do que no Brasil. Aqui a gente encontra tudo o que é tipo de coisa pra facilitar sua vida, mas tem dias que tenho saudades da Antonia.
Como deu pra perceber, aqui também não é o paraiso. No fundo tudo gira em torno da saudade e eu acho que ficar traçando paralelos nem sempre é benéfico para quem os traça, já que aqui é um outro país, uma outra cultura.
Não quero bancar a pessimista, mas acho que vale a pena mostrar que nem tudo são flores. Vale lembrar também que essa é minha opinião pessoal. O que é bom pra mim pode não ser pra você e vice-versa.
Se lembrar de mais detalhes, coloco em outro post!
quinta-feira, julho 23, 2009
Maria Eduarda
Esse post é pra você, minha querida. Nasceu ontem, nossa (primeira) afilhada.
Gordinha, comprida. Jamais imaginei que minha amiga fosse gerar uma filha tão grande. Como disse pro meu compadre, ela já nasceu criada.
Ganhou da Olívia no peso, perdeu por pouco no tamanho.
Ela não é Duda. É Madu! Diferentemente linda!
Ontem, quando a Re se preparava pra entrar na sala de parto, graças à tecnologia, eu falava com ela via MSN pelo celular enquanto eu estava no ônibus voltando do curso. Preciso dizer que paguei o maior mico chorando no ônibus: de emoção, tristeza por não estar lá, alegria, tudo junto e misturado.
Tomara que você e Olívia sejam amigas, como eu e sua mamãe.
Aos que nascem e eu não tenho a oportunidade de ver logo de cara, costumo dizer: nunca te peguei mas já te amo tanto!
Com você não poderia ser diferente...amamos muito e desejamos uma vida linda pela frente!
Dinda, Dindo e Olívia
Gordinha, comprida. Jamais imaginei que minha amiga fosse gerar uma filha tão grande. Como disse pro meu compadre, ela já nasceu criada.
Ganhou da Olívia no peso, perdeu por pouco no tamanho.
Ela não é Duda. É Madu! Diferentemente linda!
Ontem, quando a Re se preparava pra entrar na sala de parto, graças à tecnologia, eu falava com ela via MSN pelo celular enquanto eu estava no ônibus voltando do curso. Preciso dizer que paguei o maior mico chorando no ônibus: de emoção, tristeza por não estar lá, alegria, tudo junto e misturado.
Tomara que você e Olívia sejam amigas, como eu e sua mamãe.
Aos que nascem e eu não tenho a oportunidade de ver logo de cara, costumo dizer: nunca te peguei mas já te amo tanto!
Com você não poderia ser diferente...amamos muito e desejamos uma vida linda pela frente!
Dinda, Dindo e Olívia
terça-feira, julho 21, 2009
Por que eu gosto daqui?
-Não tenho medo de assalto. Claro que aqui não é o paraiso, muita coisa errada acontece, mas não tem nem como se comparar a tensão que vivíamos no Rio ao sair de casa com o que sentimos aqui.-Os ônibus são pontuais. Tem dias que eles passam alguns minutos mais cedo ou mais tarde, mas de modo geral é tudo bem previsível e dá pra se programar contando com o horário em que o ônibus vai passar.
-Moramos em casa com quintal. Nos primeiros dias eu ficava meio assustada por morar numa casa sem muros nem grades, mas pouco a pouco estou em acostumando e gostando disso. Olívia ama entrar e sair de casa. Temos que aproveitar enquanto é tempo, porque daqui a pouco chega o terrível inverno e tudo fica bem diferente por alguns longos meses.
-Tem uma igreja bem perto da minha casa e eu posso ir à pé à missa. Nunca morei tão perto de uma igreja. Além disso ela parece ser bem ativa, com uma programação legal da qual eu pretendo participar em breve.
-Conheci pessoas maravlihosas nesse curto espaço de tempo e a presença desses amigos com certeza faz com nossa adaptação seja mais tranquila e feliz.
-O community centre fica a duas quadras daqui, tem piscina aquecida e várias outras atividades para todas as idades, inclusive e especialmente no inverno. A biblioteca também fica assim pertinho e é maravilhoso poder pegar livros, revistas e DVDs. Tem pra todos os gostos, idades, sexos e o melhor, não custa nada!
-O shopping é logo ali também, tem várias lojas bacanas e uma coisa bem interessante: de manhã tem uma atividade dentro do shopping que chama Mall walkers, pra quem quer se exercitar e não ter a desculpa de que está nevando.
Escrevi de modo geral o que gosto daqui da região onde estou morando. À medida que for lembrando, acrescento mais coisas. A série "Do que não gosto daqui" também vai sair do forno em breve, mas hoje queria dar um ar mais positivo ao blog.
sexta-feira, julho 10, 2009
Dear Daughter
Hoje e' seu aniversa'rio! Que dia lindo voce ganhou de presente: sol, ce'u azul, quintal e grama verdinha pra voce correr.Bem cedinho voce veio do seu quarto pra cama da mamae, sozinha, reconhecendo o caminho que traz voce ate' o aconchego de nosso abraco, quietinha. O raio de sol ja atravessava a nossa janela e iluminava ainda mais seu rosto lindo, cheio de vida no alto dos seus dois anos.
Com dois anos voce esta' recomecando a viver, longe dos nossos queridos, aprendendo outra lingua ainda que voce nem fale o portugues. E esta se saindo tao bem!
Mamae fica sempre pensando se estamos no caminho certo, se aqui voce sera' feliz, se aqui vai ser bom e seguro pra voce, mas pode ter certeza de que nosso objetivo principal e' proporcionar bem estar a voce. O que importa pra no's e' ve-a feliz e sauda'vel.
Quantas alegrias voce nos proporciona! Muitas preocupacoes tambem, 'e verdade, mas nada paga o preco do seu sorriso, do seu abraco, do seu beijo espontaneo fora de hora que enche meu coracao de orgulho e (ainda mais) amor.
Filha, Papai do ce'u abencoe sua caminhada, seus longos anos de vida. Estamos ao seu lado pra amparar, ensinar, cuidar.
Que n'os tenhamos um ano feliz, cheio de descobertas e amor, muito amor!
Amo voce, filha querida.
terça-feira, julho 07, 2009
1 mes e 1 dia
Passa rapido mesmo...ontem fez um mes que chegamos aqui e eu mal tive tempo de postar e fazer o balanco. Peco desculpas pelo teclado sem acento, mas estou no curso Job Finding Club e nao sei configurar esse teclado.
A mudanca foi bem tranquila, levamos as coisas aos poucos e por fim ainda tivemos a chnace de participar da comemoracao do Dia do Canada. Encontramos nossos amigos do Tudo ao mesmo tempo, comemos pizza e ficamos assistindo os fogos na calcada.
Quando a comemoracao acabou, cada um pegou sua cadeirinha e foi embora, menos nos, que ainda ficamos sentados na rua batendo papo ate cansar. Olivia acabou dormindo no meu colo de tao cansada que estava.
Agora a rotina parece que esta tomando forma de verdade e isso e bom, mas por outro lado as vezes bate um certo medo, me pergunto se de fato fizemos a coisa certa. Falo disso num outro post.
Nesse mes posso garantir que nao me arrependi de nada. Conheci muita gente nova (muitos brasileiros e' verdade), os canadenses sao meio distantes mas ainda e' cedo pra tirar qualquer conclusao. Mudamos pra nossa casa e eu estou achando super estranho morar em uma casa terrea depois de anos e anos morando em apartamento. Me sinto meio insegura ainda, mas sei que logo me acostumo.
Nesse primeiro mes sentimos de fato que imigrar nao e' pra qualquer um: carregar compra de supermercado no onibus, demorar 2 horas pra chegar num lugar, voltar a noite e ainda ter que caminhar ou ter que depender da carona de amigos nem sempre e' facil. Fora que quando conseguimos uma carona temos que levar o car seat da Olivia a tiracolo o que torna tudo ainda mais complicado.
Outro dia alugamos um carro e tivemos que ir ao aeroporto buscar, de onibus, com a Olivia no colo dormindo e o car seat sendo carregado pelo Dory. Nem sempre e' engracada essa vida de imigrante.
Tiramos nossa carteira G1 e esse fato merece um post a parte tb. E' quase uma novela.
Tem dias que desanima um pouco pensar no recomeco. Da saudade da zona de conforto, da comida da vo, dos papos com as primas, da familia, da irma, mamae, cunhado, amigas. Chega a doer.
Por outro lado nao tenho mais medo de andar de carro e parar num farol a noite, minha filha brinca pelas ruas do condominio livremente (sob nossa supervisao, claro) e essa sensacao de seguranca nao tem preco.
Como eu sempre digo, pagamos um preco alto por estarmos aqui. Tem dia de choro, dia de medo, dia de alegria e o tempo vai dizer se estamos no caminho certo.
A mudanca foi bem tranquila, levamos as coisas aos poucos e por fim ainda tivemos a chnace de participar da comemoracao do Dia do Canada. Encontramos nossos amigos do Tudo ao mesmo tempo, comemos pizza e ficamos assistindo os fogos na calcada.
Quando a comemoracao acabou, cada um pegou sua cadeirinha e foi embora, menos nos, que ainda ficamos sentados na rua batendo papo ate cansar. Olivia acabou dormindo no meu colo de tao cansada que estava.
Agora a rotina parece que esta tomando forma de verdade e isso e bom, mas por outro lado as vezes bate um certo medo, me pergunto se de fato fizemos a coisa certa. Falo disso num outro post.
Nesse mes posso garantir que nao me arrependi de nada. Conheci muita gente nova (muitos brasileiros e' verdade), os canadenses sao meio distantes mas ainda e' cedo pra tirar qualquer conclusao. Mudamos pra nossa casa e eu estou achando super estranho morar em uma casa terrea depois de anos e anos morando em apartamento. Me sinto meio insegura ainda, mas sei que logo me acostumo.
Nesse primeiro mes sentimos de fato que imigrar nao e' pra qualquer um: carregar compra de supermercado no onibus, demorar 2 horas pra chegar num lugar, voltar a noite e ainda ter que caminhar ou ter que depender da carona de amigos nem sempre e' facil. Fora que quando conseguimos uma carona temos que levar o car seat da Olivia a tiracolo o que torna tudo ainda mais complicado.
Outro dia alugamos um carro e tivemos que ir ao aeroporto buscar, de onibus, com a Olivia no colo dormindo e o car seat sendo carregado pelo Dory. Nem sempre e' engracada essa vida de imigrante.
Tiramos nossa carteira G1 e esse fato merece um post a parte tb. E' quase uma novela.
Tem dias que desanima um pouco pensar no recomeco. Da saudade da zona de conforto, da comida da vo, dos papos com as primas, da familia, da irma, mamae, cunhado, amigas. Chega a doer.
Por outro lado nao tenho mais medo de andar de carro e parar num farol a noite, minha filha brinca pelas ruas do condominio livremente (sob nossa supervisao, claro) e essa sensacao de seguranca nao tem preco.
Como eu sempre digo, pagamos um preco alto por estarmos aqui. Tem dia de choro, dia de medo, dia de alegria e o tempo vai dizer se estamos no caminho certo.
terça-feira, junho 30, 2009
Estamos de mudança
Amanhã vamos mudar pra nossa casa. Mal posso esperar!
Em pouco menos de um mês já juntamos muitas coisas e até colocar tudo no lugar vai levar um certo tempo.
Compramos algumas coisas básicas, faltam muitas outras mas aos poucos a gente chega lá. Tem momentos que sinto saudade da minha vidinha do passado, casa prontinha, tudo no lugar. Depois penso que é gostoso comprar tudo novo, deixar a casa com a nossa cara.
Sei que tudo é questão de tempo. Ficaremos desconectados por alguns dias, mas em breve eu volto com novidades.
sexta-feira, junho 26, 2009
Enquanto isso...
Estamos tentando curtir o que a cidade tem a nos oferecer e o verão que está super quente. As pessoas saem nas ruas, cuidam dos jardins, ficam felizes. Dizem que no inverno tudo é bem diferente.
Semana que vem iremos nos mudar pra nossa casinha. Acho que a partir daí poderemos estabelecer uma rotina um pouco mais organizada. Estamos bem acomodados, mas nada como poder colocar as roupas nos armários, morar num lugar com cara de casa.
Muita coisa já foi resolvida, já tiramos alguns documentos e semana que vem faremos a prova para a carteira de motorista. Esse assunto merece um post à parte.
Fizemos o self-assessment test e dia 13 de julho começaremos as aulas de inglês. Nossa pequena deverá ir pro day care da escola em que estudaremos.
Nossa maior preocupação é o bem-estar dela. Tem dias que acho que ela está meio de saco cheio de morar num basement, então a gente tenta sair de casa, ir aos parques da cidade pra ela gastar toda a energia acumulada.
Uma dia vamos na biblioteca, outro na piscina de um centro comunitário da cidade. Ela se delicia.
A estrutura é mesmo impressionante se compararmos com o Brasil: muitos livros sendo oferecidos, onde vovê pode retirar por 3 semanas e devolver em qualquer biblioteca da cidade. A renovação pode ser feita pela internet caso haja disponibilidade. Além disso podemos retirar por uma semana DVDs e revistas. Acho isso fantástico.
Hoje foi dia de piscina: em horário determinado é só chegar lá, pagar e usfruir de piscinas limpinhas. Tem muita criança e muito idoso. Parece que ser velhinho por aqui nao 'e um problema. Eles tem acesso a tudo, nadam, fazem exerc'cios. Bem legal.
Ah, e caso voce esqueca de trazer seu saco plastico para colocar seu maio molhado depois de nadar, nao tem problema. Dentro dos vestiarios tem uma mini centrifuga onde voce coloca as pecas molhadas e elas saem "torcidas" sem ficar pingando agua.
Semana que vem iremos nos mudar pra nossa casinha. Acho que a partir daí poderemos estabelecer uma rotina um pouco mais organizada. Estamos bem acomodados, mas nada como poder colocar as roupas nos armários, morar num lugar com cara de casa.
Muita coisa já foi resolvida, já tiramos alguns documentos e semana que vem faremos a prova para a carteira de motorista. Esse assunto merece um post à parte.
Fizemos o self-assessment test e dia 13 de julho começaremos as aulas de inglês. Nossa pequena deverá ir pro day care da escola em que estudaremos.
Nossa maior preocupação é o bem-estar dela. Tem dias que acho que ela está meio de saco cheio de morar num basement, então a gente tenta sair de casa, ir aos parques da cidade pra ela gastar toda a energia acumulada.
Uma dia vamos na biblioteca, outro na piscina de um centro comunitário da cidade. Ela se delicia.
A estrutura é mesmo impressionante se compararmos com o Brasil: muitos livros sendo oferecidos, onde vovê pode retirar por 3 semanas e devolver em qualquer biblioteca da cidade. A renovação pode ser feita pela internet caso haja disponibilidade. Além disso podemos retirar por uma semana DVDs e revistas. Acho isso fantástico.
Hoje foi dia de piscina: em horário determinado é só chegar lá, pagar e usfruir de piscinas limpinhas. Tem muita criança e muito idoso. Parece que ser velhinho por aqui nao 'e um problema. Eles tem acesso a tudo, nadam, fazem exerc'cios. Bem legal.
Ah, e caso voce esqueca de trazer seu saco plastico para colocar seu maio molhado depois de nadar, nao tem problema. Dentro dos vestiarios tem uma mini centrifuga onde voce coloca as pecas molhadas e elas saem "torcidas" sem ficar pingando agua.
domingo, junho 21, 2009
Plano de saúde e visita ao médico
Semana passada fui surpreendida com um email numa lista de discussão que participo dizendo que o plano que eu havia contratado pelos 3 primeiros meses não se aplicava ao meu caso. Explico: Quando eu preenchi meus dados na internet para adquirir o plano, coloquei Brasil como meu país de residência. Assim a apólice diz que eu estaria coberta pelo plano em qualquer lugar do mundo menos no Brasil.
Por mim, tudo bem, porque no Brasil eu mantive um plano privado pra mim e minha família e é pra lá que quero ser enviada no caso de alguma situação mais grave, pelo menos até nós não estarmos cobertos pela saúde pública da província em que moramos.
A dúvida era: no caso de sermos residentes permanentes aqui, nosso país de residência seria o Canadá e assim, o plano não se aplicaria a nós. Passei a noite sem dormir direito pensando se deveria cancelar o plano contratado e contratar outro. Mandei email, e nada de respota. Telefonei, mas o escritório era na Austrália e estava fechado no horário que liguei. Mobilizei alguns amigos do Brasil pra me ajudarem a entender a apólice.
No dia segiunte consegui falar com eles e a moça que me atendeu disse que eu estaria coberta sim, desde que pudese se repatriada ao Brasil no caso de algo mais sério e que lá seria atendida pelo meu plano particular.
Fiquei aliviada.
Qual não foi minha surpresa, no dia seguinte amanheço com uma vontade louca de fazer xixi. Fiz xixi e a vontade não passava, dóia e incomodava muito.
Suspeitei: cistite!
E agora? Como vou comprar antibiótico? Só indo ao médico...
E assim foi. Saí daqui de casa e fui caminhando com a família até uma walk-in clinic, paguei 50 dólares pela consulta que será reembolsada pelo plano, peguei a receita e fui à farmácia comprar meus 14 comprimidos de antibióticos.
Já estou 100% boa, não sinto mais nada, mas estou tomando os remédios direitinho.
Espero que a hora que eu solicitar o reembolso, tudo dê certo e eles não criem caso com o meu país de residência.
Fica aqui o alerta: leiam direitinho o contrato. Outra coisa que eu acho que talvez valha a pena é contratar um plano daqui do Canadá mesmo, assim ou você não paga a consulta ou o reembolso vem diretamente pra você aqui e não pro Brasil, onde teoriamente seria meu país de residência.
Por mim, tudo bem, porque no Brasil eu mantive um plano privado pra mim e minha família e é pra lá que quero ser enviada no caso de alguma situação mais grave, pelo menos até nós não estarmos cobertos pela saúde pública da província em que moramos.
A dúvida era: no caso de sermos residentes permanentes aqui, nosso país de residência seria o Canadá e assim, o plano não se aplicaria a nós. Passei a noite sem dormir direito pensando se deveria cancelar o plano contratado e contratar outro. Mandei email, e nada de respota. Telefonei, mas o escritório era na Austrália e estava fechado no horário que liguei. Mobilizei alguns amigos do Brasil pra me ajudarem a entender a apólice.
No dia segiunte consegui falar com eles e a moça que me atendeu disse que eu estaria coberta sim, desde que pudese se repatriada ao Brasil no caso de algo mais sério e que lá seria atendida pelo meu plano particular.
Fiquei aliviada.
Qual não foi minha surpresa, no dia seguinte amanheço com uma vontade louca de fazer xixi. Fiz xixi e a vontade não passava, dóia e incomodava muito.
Suspeitei: cistite!
E agora? Como vou comprar antibiótico? Só indo ao médico...
E assim foi. Saí daqui de casa e fui caminhando com a família até uma walk-in clinic, paguei 50 dólares pela consulta que será reembolsada pelo plano, peguei a receita e fui à farmácia comprar meus 14 comprimidos de antibióticos.
Já estou 100% boa, não sinto mais nada, mas estou tomando os remédios direitinho.
Espero que a hora que eu solicitar o reembolso, tudo dê certo e eles não criem caso com o meu país de residência.
Fica aqui o alerta: leiam direitinho o contrato. Outra coisa que eu acho que talvez valha a pena é contratar um plano daqui do Canadá mesmo, assim ou você não paga a consulta ou o reembolso vem diretamente pra você aqui e não pro Brasil, onde teoriamente seria meu país de residência.
quinta-feira, junho 18, 2009
Ainda sobre os amigos
Falei que ter amigos aqui fez toda diferença nos nossos primeiros dias, mas não poderia deixar de mencionar os amigos de longa data e a família que deixei no Brasil. Como fazem falta!
Fiquei pensando nisso desde que saí de lá há quase duas semanas: como meus amigos e minha família foram importantes nesse momento de partida: cada um a sua maneira demosntrando carinho, incentivando com palavras, cartinhas ou mesmo no silêncio, com apenas um olhar.
Um tio veio de longe com sua família só pra dar tchau. Chegou e foi embora no mesmo dia. Veio a madrinha, a amiga mais chegada e a não tão chegada assim, o primo que mora fora do Brasil e estava de passeio também quis dar um abraço. A minha querida avó que chora só de olhar pra você. Ai que dor dar tchau pra ela! Minha tia escreveu uma carta, coisa rara, e disse que sou a sobrinha preferida (confissões de última hora). Minha prima-irmã fez uma retrospectiva de nossa vida e eu ria e chorava ao ler. Teve até quem preferiu não ligar pra dar tchau pra não chorar e eu achei melhor assim. Mas por fim, ela ligou e eu chorei do mesmo jeito.
Foi bom rever todo mundo ou ao menos falar com as pessoas, saber que estavam nos apoiando.
Como me senti amada nesses dias!
Hoje estou aqui mas sei que de longe todos torcem por nós, que todos estão perto, dentro do meu coração. Que posso ligar ou gritar que se preciso for alguem vem correndo me acudir.
No aeroporto, só minha irmã (grávida de uma menina), minha mãe e meus compadres (só soube disso quando já estava aqui. Quiseram me poupar de mais uma forte emoção. Chorei do mesmo jeito quando soube que vou ser a dinda da Maria Eduarda). Liberei a ida deles no último dia.
Meu cunhado não chegou a tempo, culpa do trânsito paulistano. Como chorei em cada abraço, como amo cada um de vocês!
Fiquei pensando nisso desde que saí de lá há quase duas semanas: como meus amigos e minha família foram importantes nesse momento de partida: cada um a sua maneira demosntrando carinho, incentivando com palavras, cartinhas ou mesmo no silêncio, com apenas um olhar.
Um tio veio de longe com sua família só pra dar tchau. Chegou e foi embora no mesmo dia. Veio a madrinha, a amiga mais chegada e a não tão chegada assim, o primo que mora fora do Brasil e estava de passeio também quis dar um abraço. A minha querida avó que chora só de olhar pra você. Ai que dor dar tchau pra ela! Minha tia escreveu uma carta, coisa rara, e disse que sou a sobrinha preferida (confissões de última hora). Minha prima-irmã fez uma retrospectiva de nossa vida e eu ria e chorava ao ler. Teve até quem preferiu não ligar pra dar tchau pra não chorar e eu achei melhor assim. Mas por fim, ela ligou e eu chorei do mesmo jeito.
Foi bom rever todo mundo ou ao menos falar com as pessoas, saber que estavam nos apoiando.
Como me senti amada nesses dias!
Hoje estou aqui mas sei que de longe todos torcem por nós, que todos estão perto, dentro do meu coração. Que posso ligar ou gritar que se preciso for alguem vem correndo me acudir.
No aeroporto, só minha irmã (grávida de uma menina), minha mãe e meus compadres (só soube disso quando já estava aqui. Quiseram me poupar de mais uma forte emoção. Chorei do mesmo jeito quando soube que vou ser a dinda da Maria Eduarda). Liberei a ida deles no último dia.
Meu cunhado não chegou a tempo, culpa do trânsito paulistano. Como chorei em cada abraço, como amo cada um de vocês!
terça-feira, junho 16, 2009
Amigos que fazem a diferença
Todos sabem que imigrar é recomeçar a viver: não temos crédito, não conhecemos o gerente do banco, nossa habilitação vence em dois meses, não temos casa, carro, emprego.
Graças a Deus pelo menos conhecemos muita gente. Antes eram amigos "virtuais", mas agora são reais e verdadeiros, no mesmo barco que a gente. Alguns mais experientes por estarem aqui a mais tempo, outros descobrindo as coisas agora, dando dicas, dando forças.
Isso faz toda a diferença ao recém-chegado, longe da família e das raíze. Desde que chegamos aqui, não paramos em casa. Cada dia é um que liga pra saber se está tudo bem, se estamos precisando de alguma coisa, se queremos uma carona pra ir ao mercado. Um leva a gente comprar celular, o outro leva a gente pra conhecer um parque na cidade. É bom demais. Não dá tempo de ficar triste. E quando a gente fica, é só ligar que sempre terá alguém pronto pra te ouvir e incentivar.
Como alugamos carro, pudemos ir nos familiarizando com a cidade. Quarta jantamos na casa de uma família querida, sexta no encontramos para uma reunião de oração e bate papo, sábado fomos pra Norht York rever os amigos cariocas recém-chegados e domingo passamos o dia com a família Tudo ao mesmo tempo. Foi um dia super agradável, as crianças se entenderam muito bem e brincaram o dia inteiro. Foi um fim de semana e tanto.
Tava sentindo falta de ficar em casa...
Opa, que casa?
No basement da Lucy. É uma delícia...
Graças a Deus pelo menos conhecemos muita gente. Antes eram amigos "virtuais", mas agora são reais e verdadeiros, no mesmo barco que a gente. Alguns mais experientes por estarem aqui a mais tempo, outros descobrindo as coisas agora, dando dicas, dando forças.
Isso faz toda a diferença ao recém-chegado, longe da família e das raíze. Desde que chegamos aqui, não paramos em casa. Cada dia é um que liga pra saber se está tudo bem, se estamos precisando de alguma coisa, se queremos uma carona pra ir ao mercado. Um leva a gente comprar celular, o outro leva a gente pra conhecer um parque na cidade. É bom demais. Não dá tempo de ficar triste. E quando a gente fica, é só ligar que sempre terá alguém pronto pra te ouvir e incentivar.
Como alugamos carro, pudemos ir nos familiarizando com a cidade. Quarta jantamos na casa de uma família querida, sexta no encontramos para uma reunião de oração e bate papo, sábado fomos pra Norht York rever os amigos cariocas recém-chegados e domingo passamos o dia com a família Tudo ao mesmo tempo. Foi um dia super agradável, as crianças se entenderam muito bem e brincaram o dia inteiro. Foi um fim de semana e tanto.
Tava sentindo falta de ficar em casa...
Opa, que casa?
No basement da Lucy. É uma delícia...
terça-feira, junho 09, 2009
Updates
Eu sempre lia quem chegava aqui dizer que o tempo passava muito rápido por conta da quantidade de coisas que temos que fazer nos primeiros dias. Desculpe ser cansativa, mas confirmo o fato: parece que estou aqui há pelo menos um mês.
Deixa eu voltar um pouquinho e contar sobre a saída do Brasil e a chegada aqui no Canadá.
Deixa eu voltar um pouquinho e contar sobre a saída do Brasil e a chegada aqui no Canadá.
Como era de se esperar, a despedida não foi nada fácil. Cada dia vinha alguma amiga, prima, tia ou um pouco de tudo isso junto lá na casa da minha mãe pra ver a gente, dar um beijo e deixar uma cartinha que eu nem abria pra não me acabar em lágrimas. Foi uma semana sofrida e angustiante que eu queria que passasse logo e que ao mesmo tempo eu não queria que acabasse nunca. Eu me perguntava: por que fui inventar de morar no Canadá?
O grande dia chegou e em meio a muitas lágrimas, me despedi. Eu sofria de imaginar que minha família estaria sofrendo. Não dá pra dizer ao certo o que eu senti.
O voo foi tranquilo e vez ou outra eu me dava conta de que era real e dava vontade de parar o filme pra eu sair de cena.
Olívia dormiu praticamente a viagem toda e só acordou na hora de tomar o café da manhã.
Ao chegarmos na imigração, tudo correu bem, não olharam nada sobre a quantia que estávamos trazendo. Apenas perguntaram e não precisei mostrar nada.
Pegar as malas foi um caso a parte já que não tinha nenhum carregador disponível pra nos ajudar e éramos apenas dois pra carregar uma criança, 9 malas e um carrinho. Foi uma maratona. Puxa mala daqui, espera dali, traz o carrinho, volta pra pegar a mala e minha pequena chorando, com sono, sem entender nada do que se passava.
Quando finalmente saímos da área de desembarque, amigos queridos nos esperavam. Isso fez toda a diferença. Sentimo-nos acolhidos por pessoas que já passaram por isso e que apesar de não nos conhecerem pessoalmente, acordaram cedinho numa manhã de sábado para tornar a nossa chegada mais feliz e menos traumática. Agradeço a Deus por isso.
Mais detalhes num próximo post senão ninguém mais le de tão cansativo que fica.
O grande dia chegou e em meio a muitas lágrimas, me despedi. Eu sofria de imaginar que minha família estaria sofrendo. Não dá pra dizer ao certo o que eu senti.
O voo foi tranquilo e vez ou outra eu me dava conta de que era real e dava vontade de parar o filme pra eu sair de cena.
Olívia dormiu praticamente a viagem toda e só acordou na hora de tomar o café da manhã.
Ao chegarmos na imigração, tudo correu bem, não olharam nada sobre a quantia que estávamos trazendo. Apenas perguntaram e não precisei mostrar nada.
Pegar as malas foi um caso a parte já que não tinha nenhum carregador disponível pra nos ajudar e éramos apenas dois pra carregar uma criança, 9 malas e um carrinho. Foi uma maratona. Puxa mala daqui, espera dali, traz o carrinho, volta pra pegar a mala e minha pequena chorando, com sono, sem entender nada do que se passava.
Quando finalmente saímos da área de desembarque, amigos queridos nos esperavam. Isso fez toda a diferença. Sentimo-nos acolhidos por pessoas que já passaram por isso e que apesar de não nos conhecerem pessoalmente, acordaram cedinho numa manhã de sábado para tornar a nossa chegada mais feliz e menos traumática. Agradeço a Deus por isso.
Mais detalhes num próximo post senão ninguém mais le de tão cansativo que fica.
domingo, junho 07, 2009
Here we are!
Chegamos! Preciso detalhar tudo, contar sobre a despedida, o voo, a chegada, mas estou super cansada.
Só queria avisar que deu tudo certo e estamos felizes, apesar da choradeira.
O pessoal que nos recebeu aqui é sensacional.
Prometo que amanhã eu volto com fatos e fotos.
Preciso dormir pra me recompor.
See you!
Só queria avisar que deu tudo certo e estamos felizes, apesar da choradeira.
O pessoal que nos recebeu aqui é sensacional.
Prometo que amanhã eu volto com fatos e fotos.
Preciso dormir pra me recompor.
See you!
sexta-feira, junho 05, 2009
Marcador zerado
Chegou a hora! Estamos correndo pra deixar tudo pronto. Embarcaremos dentro de algumas horas.
Não sei nem dizer o que estou sentindo. É muita emoção misturada, muitas perguntas, medos, ansiedade, um pouco de tudo.
Prometo que dentro em breve volto pra contar como tudo aconteceu.
Peço orações de todos que leem esse blog pra que nosso recomeço seja muito positivo e valioso!
Até amanhã, direto de Mississauga!
Não sei nem dizer o que estou sentindo. É muita emoção misturada, muitas perguntas, medos, ansiedade, um pouco de tudo.
Prometo que dentro em breve volto pra contar como tudo aconteceu.
Peço orações de todos que leem esse blog pra que nosso recomeço seja muito positivo e valioso!
Até amanhã, direto de Mississauga!
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