Sexta-feira, Julho 10, 2009

Dear Daughter

Hoje e' seu aniversa'rio! Que dia lindo voce ganhou de presente: sol, ce'u azul, quintal e grama verdinha pra voce correr.
Bem cedinho voce veio do seu quarto pra cama da mamae, sozinha, reconhecendo o caminho que traz voce ate' o aconchego de nosso abraco, quietinha. O raio de sol ja atravessava a nossa janela e iluminava ainda mais seu rosto lindo, cheio de vida no alto dos seus dois anos.
Com dois anos voce esta' recomecando a viver, longe dos nossos queridos, aprendendo outra lingua ainda que voce nem fale o portugues. E esta se saindo tao bem!
Mamae fica sempre pensando se estamos no caminho certo, se aqui voce sera' feliz, se aqui vai ser bom e seguro pra voce, mas pode ter certeza de que nosso objetivo principal e' proporcionar bem estar a voce. O que importa pra no's e' ve-a feliz e sauda'vel.
Quantas alegrias voce nos proporciona! Muitas preocupacoes tambem, 'e verdade, mas nada paga o preco do seu sorriso, do seu abraco, do seu beijo espontaneo fora de hora que enche meu coracao de orgulho e (ainda mais) amor.
Filha, Papai do ce'u abencoe sua caminhada, seus longos anos de vida. Estamos ao seu lado pra amparar, ensinar, cuidar.
Que n'os tenhamos um ano feliz, cheio de descobertas e amor, muito amor!
Amo voce, filha querida.

Terça-feira, Julho 07, 2009

1 mes e 1 dia

Passa rapido mesmo...ontem fez um mes que chegamos aqui e eu mal tive tempo de postar e fazer o balanco. Peco desculpas pelo teclado sem acento, mas estou no curso Job Finding Club e nao sei configurar esse teclado.
A mudanca foi bem tranquila, levamos as coisas aos poucos e por fim ainda tivemos a chnace de participar da comemoracao do Dia do Canada. Encontramos nossos amigos do Tudo ao mesmo tempo, comemos pizza e ficamos assistindo os fogos na calcada.
Quando a comemoracao acabou, cada um pegou sua cadeirinha e foi embora, menos nos, que ainda ficamos sentados na rua batendo papo ate cansar. Olivia acabou dormindo no meu colo de tao cansada que estava.
Agora a rotina parece que esta tomando forma de verdade e isso e bom, mas por outro lado as vezes bate um certo medo, me pergunto se de fato fizemos a coisa certa. Falo disso num outro post.
Nesse mes posso garantir que nao me arrependi de nada. Conheci muita gente nova (muitos brasileiros e' verdade), os canadenses sao meio distantes mas ainda e' cedo pra tirar qualquer conclusao. Mudamos pra nossa casa e eu estou achando super estranho morar em uma casa terrea depois de anos e anos morando em apartamento. Me sinto meio insegura ainda, mas sei que logo me acostumo.
Nesse primeiro mes sentimos de fato que imigrar nao e' pra qualquer um: carregar compra de supermercado no onibus, demorar 2 horas pra chegar num lugar, voltar a noite e ainda ter que caminhar ou ter que depender da carona de amigos nem sempre e' facil. Fora que quando conseguimos uma carona temos que levar o car seat da Olivia a tiracolo o que torna tudo ainda mais complicado.
Outro dia alugamos um carro e tivemos que ir ao aeroporto buscar, de onibus, com a Olivia no colo dormindo e o car seat sendo carregado pelo Dory. Nem sempre e' engracada essa vida de imigrante.
Tiramos nossa carteira G1 e esse fato merece um post a parte tb. E' quase uma novela.
Tem dias que desanima um pouco pensar no recomeco. Da saudade da zona de conforto, da comida da vo, dos papos com as primas, da familia, da irma, mamae, cunhado, amigas. Chega a doer.
Por outro lado nao tenho mais medo de andar de carro e parar num farol a noite, minha filha brinca pelas ruas do condominio livremente (sob nossa supervisao, claro) e essa sensacao de seguranca nao tem preco.
Como eu sempre digo, pagamos um preco alto por estarmos aqui. Tem dia de choro, dia de medo, dia de alegria e o tempo vai dizer se estamos no caminho certo.

Terça-feira, Junho 30, 2009

Estamos de mudança

Amanhã vamos mudar pra nossa casa. Mal posso esperar!

Em pouco menos de um mês já juntamos muitas coisas e até colocar tudo no lugar vai levar um certo tempo.

Compramos algumas coisas básicas, faltam muitas outras mas aos poucos a gente chega lá. Tem momentos que sinto saudade da minha vidinha do passado, casa prontinha, tudo no lugar. Depois penso que é gostoso comprar tudo novo, deixar a casa com a nossa cara.

Sei que tudo é questão de tempo. Ficaremos desconectados por alguns dias, mas em breve eu volto com novidades.

Sexta-feira, Junho 26, 2009

Enquanto isso...

Estamos tentando curtir o que a cidade tem a nos oferecer e o verão que está super quente. As pessoas saem nas ruas, cuidam dos jardins, ficam felizes. Dizem que no inverno tudo é bem diferente.
Semana que vem iremos nos mudar pra nossa casinha. Acho que a partir daí poderemos estabelecer uma rotina um pouco mais organizada. Estamos bem acomodados, mas nada como poder colocar as roupas nos armários, morar num lugar com cara de casa.
Muita coisa já foi resolvida, já tiramos alguns documentos e semana que vem faremos a prova para a carteira de motorista. Esse assunto merece um post à parte.
Fizemos o self-assessment test e dia 13 de julho começaremos as aulas de inglês. Nossa pequena deverá ir pro day care da escola em que estudaremos.
Nossa maior preocupação é o bem-estar dela. Tem dias que acho que ela está meio de saco cheio de morar num basement, então a gente tenta sair de casa, ir aos parques da cidade pra ela gastar toda a energia acumulada.
Uma dia vamos na biblioteca, outro na piscina de um centro comunitário da cidade. Ela se delicia.
A estrutura é mesmo impressionante se compararmos com o Brasil: muitos livros sendo oferecidos, onde vovê pode retirar por 3 semanas e devolver em qualquer biblioteca da cidade. A renovação pode ser feita pela internet caso haja disponibilidade. Além disso podemos retirar por uma semana DVDs e revistas. Acho isso fantástico.
Hoje foi dia de piscina: em horário determinado é só chegar lá, pagar e usfruir de piscinas limpinhas. Tem muita criança e muito idoso. Parece que ser velhinho por aqui nao 'e um problema. Eles tem acesso a tudo, nadam, fazem exerc'cios. Bem legal.
Ah, e caso voce esqueca de trazer seu saco plastico para colocar seu maio molhado depois de nadar, nao tem problema. Dentro dos vestiarios tem uma mini centrifuga onde voce coloca as pecas molhadas e elas saem "torcidas" sem ficar pingando agua.

Domingo, Junho 21, 2009

Plano de saúde e visita ao médico

Semana passada fui surpreendida com um email numa lista de discussão que participo dizendo que o plano que eu havia contratado pelos 3 primeiros meses não se aplicava ao meu caso. Explico: Quando eu preenchi meus dados na internet para adquirir o plano, coloquei Brasil como meu país de residência. Assim a apólice diz que eu estaria coberta pelo plano em qualquer lugar do mundo menos no Brasil.

Por mim, tudo bem, porque no Brasil eu mantive um plano privado pra mim e minha família e é pra lá que quero ser enviada no caso de alguma situação mais grave, pelo menos até nós não estarmos cobertos pela saúde pública da província em que moramos.

A dúvida era: no caso de sermos residentes permanentes aqui, nosso país de residência seria o Canadá e assim, o plano não se aplicaria a nós. Passei a noite sem dormir direito pensando se deveria cancelar o plano contratado e contratar outro. Mandei email, e nada de respota. Telefonei, mas o escritório era na Austrália e estava fechado no horário que liguei. Mobilizei alguns amigos do Brasil pra me ajudarem a entender a apólice.

No dia segiunte consegui falar com eles e a moça que me atendeu disse que eu estaria coberta sim, desde que pudese se repatriada ao Brasil no caso de algo mais sério e que lá seria atendida pelo meu plano particular.

Fiquei aliviada.

Qual não foi minha surpresa, no dia seguinte amanheço com uma vontade louca de fazer xixi. Fiz xixi e a vontade não passava, dóia e incomodava muito.

Suspeitei: cistite!

E agora? Como vou comprar antibiótico? Só indo ao médico...

E assim foi. Saí daqui de casa e fui caminhando com a família até uma walk-in clinic, paguei 50 dólares pela consulta que será reembolsada pelo plano, peguei a receita e fui à farmácia comprar meus 14 comprimidos de antibióticos.

Já estou 100% boa, não sinto mais nada, mas estou tomando os remédios direitinho.

Espero que a hora que eu solicitar o reembolso, tudo dê certo e eles não criem caso com o meu país de residência.

Fica aqui o alerta: leiam direitinho o contrato. Outra coisa que eu acho que talvez valha a pena é contratar um plano daqui do Canadá mesmo, assim ou você não paga a consulta ou o reembolso vem diretamente pra você aqui e não pro Brasil, onde teoriamente seria meu país de residência.

Quinta-feira, Junho 18, 2009

Ainda sobre os amigos

Falei que ter amigos aqui fez toda diferença nos nossos primeiros dias, mas não poderia deixar de mencionar os amigos de longa data e a família que deixei no Brasil. Como fazem falta!
Fiquei pensando nisso desde que saí de lá há quase duas semanas: como meus amigos e minha família foram importantes nesse momento de partida: cada um a sua maneira demosntrando carinho, incentivando com palavras, cartinhas ou mesmo no silêncio, com apenas um olhar.
Um tio veio de longe com sua família só pra dar tchau. Chegou e foi embora no mesmo dia. Veio a madrinha, a amiga mais chegada e a não tão chegada assim, o primo que mora fora do Brasil e estava de passeio também quis dar um abraço. A minha querida avó que chora só de olhar pra você. Ai que dor dar tchau pra ela! Minha tia escreveu uma carta, coisa rara, e disse que sou a sobrinha preferida (confissões de última hora). Minha prima-irmã fez uma retrospectiva de nossa vida e eu ria e chorava ao ler. Teve até quem preferiu não ligar pra dar tchau pra não chorar e eu achei melhor assim. Mas por fim, ela ligou e eu chorei do mesmo jeito.
Foi bom rever todo mundo ou ao menos falar com as pessoas, saber que estavam nos apoiando.
Como me senti amada nesses dias!
Hoje estou aqui mas sei que de longe todos torcem por nós, que todos estão perto, dentro do meu coração. Que posso ligar ou gritar que se preciso for alguem vem correndo me acudir.
No aeroporto, só minha irmã (grávida de uma menina), minha mãe e meus compadres (só soube disso quando já estava aqui. Quiseram me poupar de mais uma forte emoção. Chorei do mesmo jeito quando soube que vou ser a dinda da Maria Eduarda). Liberei a ida deles no último dia.
Meu cunhado não chegou a tempo, culpa do trânsito paulistano. Como chorei em cada abraço, como amo cada um de vocês!

Terça-feira, Junho 16, 2009

Amigos que fazem a diferença

Todos sabem que imigrar é recomeçar a viver: não temos crédito, não conhecemos o gerente do banco, nossa habilitação vence em dois meses, não temos casa, carro, emprego.
Graças a Deus pelo menos conhecemos muita gente. Antes eram amigos "virtuais", mas agora são reais e verdadeiros, no mesmo barco que a gente. Alguns mais experientes por estarem aqui a mais tempo, outros descobrindo as coisas agora, dando dicas, dando forças.

Isso faz toda a diferença ao recém-chegado, longe da família e das raíze. Desde que chegamos aqui, não paramos em casa. Cada dia é um que liga pra saber se está tudo bem, se estamos precisando de alguma coisa, se queremos uma carona pra ir ao mercado. Um leva a gente comprar celular, o outro leva a gente pra conhecer um parque na cidade. É bom demais. Não dá tempo de ficar triste. E quando a gente fica, é só ligar que sempre terá alguém pronto pra te ouvir e incentivar.
Como alugamos carro, pudemos ir nos familiarizando com a cidade. Quarta jantamos na casa de uma família querida, sexta no encontramos para uma reunião de oração e bate papo, sábado fomos pra Norht York rever os amigos cariocas recém-chegados e domingo passamos o dia com a família Tudo ao mesmo tempo. Foi um dia super agradável, as crianças se entenderam muito bem e brincaram o dia inteiro. Foi um fim de semana e tanto.
Tava sentindo falta de ficar em casa...
Opa, que casa?
No basement da Lucy. É uma delícia...