Sexta-feira, quatro da tarde aqui no Canadá, eu sentada no trabalho auxiliando num procedimento. Meu celular toca. Raramente trabalho com ele no bolso. Quando vi o número do telefone da minha irmã, grávida de 38 semanas, sabia que tinha novidade a caminho. Comecei a tremer, mas não pude atender a ligação.
Quando finalmente consegui contato, ela estava no hospital, começaria a indução. Eu estava eufórica. Fiz minhas recomendações e não conseguimos nos despedir. A emoção falou mais alto e lágrimas rolaram. Como eu queria estar lá com ela...
Duas e vinte da manhã no Canadá: meu celular toca de novo. Do outro lado uma voz de vó que só falava: nasceu, nasceu! Eu pulei de cama e queria detalhes. Minha mãe viu o parto. Nesse hospital a ante-sala é de vidro e na hora H as luzes se acendem e quem está na salinha familiar assiste o nascimento. Choro só de pensar!
E foi assim que Elena, minha primeira sobrinha nasceu. Além do mais, ela vai ser minha afilhada também.
Estou apaixonada por ela, mesmo sem ter segurado-a em meus braços.
Pra não perder o costume: Pequena, nunca te peguei e já te amo tanto!
Seja feliz, sempre!
7 horas atrás

